Petrobras vai a pique

Além da roubalheira investigada pela Lava Jato, que a faz sangrar e perder seu valor de mercado, a Petrobras também sofre com a dilapidação institucionalizada

Um trabalhador verifica petróleo na plataforma Cidade Angra dos Reis no campo de Lula, cerca de 300 quilômetros da costa do Rio de Janeiro. A produção de petróleo da Petrobras no Brasil somou 1,965 milhão de barris diários em janeiro, volume 3,3 por cento
Um trabalhador verifica petróleo na plataforma Cidade Angra dos Reis no campo de Lula, cerca de 300 quilômetros da costa do Rio de Janeiro. A produção de petróleo da Petrobras no Brasil somou 1,965 milhão de barris diários em janeiro, volume 3,3 por cento (Foto: Esmael Morais)
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O ilegítimo Michel Temer (PMDB) concluiu esta semana a doação de mais uma fatia da Petrobras por US$ 587 milhões. 

A francesa Tereos liquidou ativos da usina de açúcar e álcool Guarani no valor de US$ 202 milhões.

Já a mexicana comprou por UU$ 385 milhões a participação Alpek na Companhia Petroquímica de Pernambuco.

Neste ano de golpe, a Petrobras vendeu na “bacia das almas” US$ 13,6 bilhões em ativos.

Além da roubalheira investigada pela Lava Jato, que a faz sangrar e perder seu valor de mercado, a Petrobras também sofre com a dilapidação institucionalizada.

Ou seja, a espetaculosa Operação Lava Jato do juiz Sérgio Moro está ajudando tacitamente os golpistas a entregarem a soberania energética brasileira aos estrangeiros.

Tacitamente — ou não? — a luta contra a “corrupção” encobre — ou desvia a opinião pública — de um crime mais gravoso ainda: o desmonte/privatização da Petrobras.

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