PM de Dória age como polícia política

"Já foram registrados dois episódios nos quais policiais da PM do governo João Dória atuaram para reprimir manifestações políticas, o que implica em desvio de finalidade e violação da constituição federal, que garante a livre manifestação do pensamento", alerta o jornalista Alex Solnik

Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Por Alex Solnik, para o Jornalistas pela Democracia - Já foram registrados dois episódios nos quais policiais da PM do governo João Dória atuaram para reprimir manifestações políticas, o que implica em desvio de finalidade e violação da constituição federal, que garante a livre manifestação do pensamento.

  No primeiro, eles invadiram uma reunião plenária do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), no centro da cidade, para pedir documentos a quem estava lá, o que é abuso de poder.

  O segundo aconteceu na saída do empate entre Corinthians e Palmeiras, domingo à noite. Um corintiano que gritava palavras de ordem contra Bolsonaro foi preso.

  E a manifestação política constou como motivo de sua detenção no boletim de ocorrências.

  Isso só acontece em ditaduras.

  Há forte indício de que esse tipo de atuação decorre das declarações francamente policialescas do governador paulista, que vão no mesmo tom do seu colega carioca, o apologista do “tiro na cabecinha”.

  Mas até esses dois episódios não havia política no meio.

  Se for mesmo orientação sua ele pode ser até alvo de processo de impeachment na Assembleia Legislativa.

  Se não for, ele tem que ordenar que a Polícia Militar de São Paulo pare de agir como a SS nazista.

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247