Por quê só os ímpios prosperam?

Não é facil ou natural aceitar a morte ou o desaparecimento precoce de quem amamos, admiramos ou de simples pessoas que nada fizeram de mal

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(Foto: Reuters/Bruno Kelly)


Essa pergunta foi formulada por um teólogo  da igreja  cristã   reformada  ao constatar a morte de inocentes, crianças, idosos  e jovens.

Indagava ele sobre a explicação  para essa trágica realidade. Não são os ruins, os piores e cruéis que morrem primeiro. São os que em tese deveriam viver mais. Os crentes acreditam que há um plano divino, não acessível ao conhecimento humano, que  dá  um sentido a esse prematuro desaparecimento  dos inocentes. Acreditam em outra vida, transcendente, sobrenatural. Mas para aqueles  que aceitam o acaso e a necessidade como  origem da vida,  inclusive humana, o sofrimento  dos inocentes continua  a ser uma realidade  absurda e inaceitável.

Não é fácil ou natural aceitar a morte ou o desaparecimento precoce de quem amamos, admiramos  ou de simples pessoas que  nada fizeram de mal aos seus  semelhantes. Ou que só  fizeram  o bem.  Por nós,  estes  viveriam eternamente. Os maus  é  que deveriam ir antes, sem choro e sem vela. Mas as coisas não são assim.

Deparamo-nos todo dia com a morte e o sofrimento  daqueles e aquelas  que não merecem morrer. E ficamos angustiados, não nos conformamos com essa fatalidade. Sei muito bem que a morte não tem só  causas naturais. Muitos morrem  de fome, de sede, da falta de moradia, assistência médica, de atenção  -, sobretudo os idosos, as crianças morrem pelo desamparo social e familiar etc.

Mas persiste  a questão do mal e da morte.

Essa questão  essencial nos incomoda e nos faz duvidar  da existência  de qualquer  plano celestial que justifique  essa trágica existência humana.

E nos compromete a minimizar o sofrimento de cada um.

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