Povo iludido

Somos um povo iludido, uma Nação imatura e irresponsável, na qual o governo, com suas loterias, engana com a esperança de ganho, e saímos de um ciclo de esperança para o puro desespero

Somos um povo iludido, uma Nação imatura e irresponsável, na qual o governo, com suas loterias, engana com a esperança de ganho, e saímos de um ciclo de esperança para o puro desespero
Somos um povo iludido, uma Nação imatura e irresponsável, na qual o governo, com suas loterias, engana com a esperança de ganho, e saímos de um ciclo de esperança para o puro desespero (Foto: Carlos Henrique Abrão)
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Somos um povo iludido, uma Nação imatura e irresponsável, na qual o governo, com suas loterias, engana com a esperança de ganho, e saímos de um ciclo de esperança para o puro desespero.

Tranquilamente temos um paternalismo arraigado pela falta de competência do Estado e dependência do cidadão, não conseguimos construir pontes de crescimento e alianças de desenvolvimento, em todo e qualquer negócio se abre uma fresta de mazelas e falcatruas, donde se privilegia a falta de seriedade no trato da coisa pública.

Somos movidos à corrupção, muito provavelmente não haveria sentido o País parar em razão da Lava Jato, mas, ao contrário, crescer e mostrar que possuímos logística e infraestrutura para respondermos à altura das crises que nos afetam e abalam.

Uma grande Nação, cujo futuro nunca chega e seu povo é sempre dominado pela governança, incapaz de mostrar o rumo e reduzir os desajustes e desigualdades sociais.

Quisemos dar um exemplo de repartição de renda com bolsas sociais e mecanismos de inclusão, porém as garantias que existiam estão sendo perdidas, a aposentadoria, pensão, tudo fica mais difícil quando o governo é perdulário e seus agentes se envolvem em corrupção, dilapidando o dinheiro público.

Mas não é só, diariamente recebemos dezenas de spam com vírus para forçar alguma pegadinha, praticamos nosso futebol, é simplesmente ridículo, e as redes de televisão somente anunciam partidas e mais jogos, basta fazer uma comparação com a liga dos campeões, quatro clubes da Espanha, Alemanha e Itália, para recuarmos e observarmos o nosso atraso.

E nos canais mais e mais redes arrendadas para o proselitismo religioso, nossos representantes no parlamento não têm a mínima noção do que seja uma grande Nação, e isso ficou muito claro na sabatina do indicado Ministro Fachin, pela pequeneza de alguns e falta de um debate sério e rigoroso em termos nacionais.

Consistentemente, a distância entre as regiões do País é acentuada, e não temos nada para nos ufanar do que acontece, preços caros e inflacionados, diante de um cenário desolador, que implica numa crise generalizada, a qual não alcança apenas a construção civil, o setor automobilístico, mas a cadeia produtiva como um todo.

O equívoco aconteceu porque, ao concebermos um modelo de financiamento e não investirmos na produção, provocamos uma débâcle que perdurará por muitos anos, os mais pessimistas dizem uma década.

A nossa situação do mercado financeiro não é melhor, fraudes e apurações inóspitas sem colocar o dedo na ferida ou submeter os culpados ao regime prisional adequado.

Ao contrário da jovem e decadente Nação brasileira, na Europa e nos EUA os cenários são distintos, justamente em razão do funcionamento das instituições e da ruptura com o viés da corrupção e favorecimentos pessoais.

Usados os bancos públicos para despesas incontáveis, ajudas, auxílios e empréstimos, agora a situação é de penúria e um quadro que prejudica ao financiamento imobiliário, mais grave ainda, as empresas não se financiam e o mercado de ações reflete a falta de confiança e pouca credibilidade aos olhos do investidor estrangeiro.

Vivemos pequenos ciclos de euforia e grandes jornadas de desolação, eis o retrato mais fiel da Nação, cujo povo, apesar do escrito na Constituição que todo poder dele emana, continua sendo sorvido, tragado, ludibriado, enganado e vergonhosamente dilapidado pelas forças não ocultas do governo e setores improdutivos ao Brasil do amanhã, do futuro que nunca chega, dos sonhos e projetos de vida, sepultados pela ausência de uma sociedade efetiva, que saiba o que realmente quer e deseja para o seu bem estar coletivo.

 

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