Preconceitos, ódios, mídias, bancos explicam o golpe, a ascensão de Bolsonaro e o surgimento de Moro e Dallagnol

Deltan Dallagnol
Deltan Dallagnol (Foto: Brasil 247)
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O lugar de Dallagnol é a cadeia e sua expulsão do MPF é uma questão para o bem da sociedade e do serviço público.

O procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato, é aquele servidor público que foi à televisão acusar o ex-presidente Lula de ser chefe de quadrilha, por intermédio de um PowerPoint mentiroso e leviano, também criminoso, sem apresentar provas sólidas, mas apenas “convicções” (as dele).

Deltan Dallagnol, continuo a dizer, é aquele procurador vaidoso e desmedidamente ambicioso, chefe dos procuradores da Lava Jato, que agem como paladinos da Justiça ou como os Vingadores da Liga da Justiça, ou seja, à margem do Estado nacional e da Lei, que resolveram, por livres arbítrios ou bel-prazeres, criminalizar os atos e ações de chefes de Estado e de Governo, até mesmo os administrativos da rotina presidencial, cujos mandatários eleitos são assessorados por técnicos de carreira, que tratam de questões administrativas e fiscais do Estado, de forma que o mandatário não incorra em erros ou equívocos.

Entretanto, nada disso adiantou. O golpe de direita estava decidido. Mais um na triste história do Brasil, por sinal. Lula foi perseguido covardemente e preso injustamente em meio a uma criminosa farsa perpetrada por juízes, delegados e procuradores da Lava Jato ou ligados à Operação com raiz em Curitiba, capital do Estado mais conservador do País, assim como Dilma Rousseff foi deposta por uma conspiração diabólica e levada a cabo por verdadeiros mafiosos, que dominam a política brasileira há décadas.

Tais velhacos e patifes se mobilizaram entusiasticamente, primeiramente capitaneados por Eduardo Cunha, José Sarney, FHC, José Serra, Romero Jucá, Michel Temer, Aécio Neves e seus inúmeros sequazes, bem como todo o baixo clero da Câmara e do Senado onde sempre atuou por quase 30 anos sem ter aprovado um único projeto de destaque e em prol da população brasileira, o político protofascista Jair Bolsonaro, um indivíduo intelectualmente rudimentar e de palavras e ações primitivas, quase um sujeito cuja origem remonta o extinto homem de Neandertal. Não é à toa que seu apelido é Bozo. Enfim... Voltemos ao assunto.

Evidentemente que essas lideranças, inquilinas do submundo do sistema político brasileiro, contaram com o irredutível e decisivo apoio dos membros de seus partidos, principalmente os mais poderosos na época do golpe de estado de 2016, o PMDB (MDB) e o PSDB, que resolveram derrubar a presidente reeleita por ela ter vencido para o PT a quarta eleição consecutiva com o apoio direto de Lula, de forma legal e legítima, além de começar a realizar com maior efetividade o fechamento das torneiras por onde corriam o dinheiro público das estatais e órgãos governamentais.

Por contrariar interesses de políticos poderosos e controladores de poderes da República com ramificações no grande empresariado ideologicamente conservador, preconceituoso e secularmente acostumado a mamar nas tetas do Estado, Dilma começou a dizer não e, por seu turno, começou a combater a corrupção e não atender às demandas e reivindicações criminosas e nada republicanas de chefes e líderes de partidos políticos de direita acostumados a controlar o Congresso e terem quinhões do Estado por causa de suas representatividades nas duas casas legislativas federais.

Para compreender o Brasil é necessário entender o complexo xadrez político que remonta ao Brasil Colônia e Império, além da Velha República, a época da história brasileira que consolidou o modelo de Governo de coalizão. E por causa disso, para ter governabilidade e governar sem correr o risco de ser golpeado, vários presidentes tiveram de negociar com o Congresso e, por sua vez, terem suas pautas e projetos aprovados pela maioria.

A questão fundamental é que os presidentes e políticos alvos de golpes de estado, perseguições, prisões e exílios no Brasil são do campo político e ideológico da esquerda. São políticos e cidadãos socialistas e trabalhistas, com pensamento econômico estruturalista e desenvolvimentista, a exemplo de Getúlio Vargas, João Goulart, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Leonel Brizola e Miguel Arraes, dentre muitos outros, inclusive seus assessores e cooperadores próximos.

Esses políticos, cada um em sua época, a viver e agir de acordo com as circunstâncias históricas e possibilidades para empreender o desenvolvimento social e econômico, o foram impiedosamente e ferozmente combatidos pela direita política e empresarial, a ter as classes média e alta brancas, privilegiadas e com o acesso franqueado às universidades públicas federais e estaduais, como aliadas históricas, pois lhes oferecem o que faltava à direita: os trabalhadores e parcelas da sociedade civil politizada e civilizada, que acreditam em desenvolvimento em todos os campos de atividade humana para que uma nação, enfim, conquiste e efetive os marcos civilizatórios sonhados por qualquer sociedade que se preze, o que não é o caso da brasileira.

As classes média e alta brancas odiaram e odeiam, profundamente, de forma rancorosa, irada e ressentida, a participação e o acesso, por menor que seja a abertura, da classe popular e trabalhadora aos bens de consumo e à propriedade, porque consideram ousadia e atrevimento seus serviçais de inúmeras atividades profissionais compartilharem os mesmos locais de consumo, estudo, lazer e entretenimento, até passear em “seus” bairros estruturados, além de em um tempo histórico pequeno fazer viagens e frequentar algumas unidades hospitalares privadas, bem como aeroportos e restaurantes.

Karl Marx tem razão: a luta de classe é real e mobiliza a burguesia, além de não deixar dúvidas que a luta política e econômica é, verdadeiramente, a luta de classe. Quem não percebe esta realidade não compreende nem mesmo a sua condição humana ou está a se enganar no mundo da lua. Por isto que Michel Temer, um ser humano abjeto e traidor do País e do povo brasileiro, liderou um golpe, bem como o capitãozinho viúva de quartel e defensor de torturas aos adversários de regimes ditatoriais também está no poder, a dizer e fazer o que quer como se tivesse poder de ditador.

E por quê? Por causa da luta de classes. E deu no que deu: no Bozo fascista, incompetente de desgoverno genocida, de índices sociais e econômicos vergonhosamente negativos, bem como apenas favorável para atender os interesses dos ricos e muito ricos, tal como o fez o abjeto e covarde Temer, que conquistou o poder maior da República da Bananolândia, um país terrivelmente desigual e injusto, que chegou ao fundo do poço para que fosse imposto à população o programa ultraliberal da direita chamado de "Ponte para o Futuro, que tem por finalidade diminuir o Estado, privatizar o patrimônio público, retirar recursos da saúde e educação para congelá-los por 20 anos, além de extinguir os programas sociais, paralisar a reforma agrária e as obras, entregar o pré-sal aos estrangeiros, além de abrir o mercado interno à concorrência internacional sem exigir reciprocidade, bem como atender os bancos em todas suas demandas, pois hegemônicos em um mundo que abriu mão do estado de bem estar social e se tornou o promotor das individualidades.

Enquanto isso a violência, o desemprego, a pobreza e a fome vicejam neste País, cujo governo de extrema direita não tem qualquer preocupação. Irá agora trocar o nome do Bolsa Família para Renda Brasil, com a intenção meramente eleitoral, já que um governo dedicado ao empresariado, desprovido de planejamento e que se recusa a pensar o País, de forma que a oferta de renda mínima aos mais pobres evolua, concomitantemente, com a implantação de infraestrutura e acesso ao ensino de boa qualidade. A direita não fará isso, porque nunca o fez, mas necessita do voto popular para vencer as próximas eleições presidenciais. 

Desta vez, com o Renda Brasil, a direita não o chamará de bolsa esmola, mas continuará, diferente dos governos do PT, a negar desenvolvimento econômico e social ao povo brasileiro, como já faz com a precarização do emprego e a retirada de direitos, assim como se verificou a diminuição radical de oferta de crédito aos servidores públicos e às micro, pequenas e médias empresas, as principais responsáveis pela criação de empregos. Quem pensa que dão as grandes empresas está completamente equivocado. Os bancos públicos passam a negar crédito e, obviamente, os bancos privados são favorecidos, pois se livram da concorrência e continuam com seus juros estratosféricas, pouca oferta creditícia e nenhum compromisso com o desenvolvimento do País. 

O Brasil está a enfrentar a maior dilapidação moral e patrimonial de sua história, com a ascensão de Bolsonaro ao poder e a entrega da economia a um lobo do mercado de capitais como Paulo Guedes, que efetiva políticas econômicas e fiscais predatórias ao País, que retrocedeu em seus índices econômicos e sociais como nunca visto. E toda essa predação para favorecer uma plutocracia nacional e internacional, que vive de aplicações e renda, a se locupletar na vida como se não tivesse amanhã. E o pior é que grande parte da classe média e dos trabalhadores informais apoiam, por ignorância e estupidez, um estado de coisas dessas. Surreal, pois você se torna inimigo de você e contra seus interesses pessoais, familiares e de classe. Esse processo poderia também ser chamado de burrice.

As classes que foram às ruas e deram pano para manga, de maneira que o Brasil retrocedesse aos tempos da Velha República, porque até os direitos trabalhistas foram retirados e as aposentadorias dos trabalhadores perversamente violadas, como vingança das classes mais altas após décadas a engolir os direitos dos trabalhadores, sendo que só agora poderão roubar, sem a fiscalização do Estado, o povo que trabalha plenamente, como demonstra, sem sombra de dúvida, os tempos de Covid-19, doença pandêmica que provou, ipsis litteris, que as classes ricas e privilegiadas são privilegiadas e ricas por causa da força de trabalho dos trabalhadores.

Porventura, por acaso tem algum lorpa ou pascácio que ainda duvida desta indelével realidade? Milhares e milhares de empresas foram à falência ou reduziram o capital de giro e o número de seus empregados. Quem sustenta o capitalismo são os trabalhadores. O rico é rico por causa do trabalhador. Esta é a lição indissociável da pandemia que restabeleceu a verdade. Ponto!

Quando a imprensa de mercado publicizou o avanço do golpe, agora com a participação do Poder Judiciário em todas suas esferas, desde a primeira instância até a Corte mais importante — o Supremo Com Tudo (SCT), o garantidor do golpe contra a Dilma e o mantenedor de Lula na prisão por 580 dias, para que o líder de esquerda não participasse das eleições e, com efeito, evitar que o Lula no poder impedisse a entrega do pré-sal às petroleiras multinacionais, bem como o trabalho fosse radicalmente precarizado e a Amazônia a ser incendiada de forma tão ampla em várias partes de seu imenso território, dentre muitos outros crimes de lesa-pátria, que humilham o Brasil e envergonham seu povo, a exemplo da diplomacia da dependência e de joelhos perante os EUA.

Realmente, os programas de inclusão social de Lula e Dilma incomodaram demais a pequena burguesia privilegiada e endinheirada, mas não milionária, pois não é proprietária dos meios de produção. Como disse anteriormente, a classe média tradicional, além de privilegiada, ela também controla os melhores empregos de salários altos e condições de trabalho dignas, o que propicia facilidades para se locomover, consumir e comprar, bem como ir às ruas para dizer que é inaceitável a empregada doméstica assinar carteira e ter seus direitos trabalhistas e previdenciários de toda uma vida de trabalho garantidos e respeitados, como obrigatoriamente deveria acontecer com todos os trabalhadores.

E aí, o cara pálida pergunta: “Ué, e a citação ao procurador Deltan Dallagnol, com suas covardias e crimes”, conforme está no título do artigo que o articulista publicou? Eu respondo: o Dallagnol, vulgo Pastor; o Moro, vulgo Marreco ou Mazzaropi, a incluir os que lhes apoiaram, são a mais genuína e autêntica expressão do pensamento infame, individualista e sectário das “elites” brasileiras diversificadas nas classes média tradicional, média alta e rica, sendo a maioria branca, com sobrenome estrangeiro, a incluir o português, e totalmente refratária e hostil à plebe, aos portadores de deficiência, aos trabalhadores, negros, nordestinos, minorias e mulheres. 

Esse tipo de gente não tem empatia com ninguém. Na verdade, esses indivíduos simpatizam com os que eles consideram como os seus iguais, ou seja, as pessoas que falam diretamente com Deus. Por este motivo, são os "cidadãos de bem", que tem todos os diretos e acessos preservados e abertos para deitar e rolar na vida em prejuízo da grande maioria dos cidadãos deste País, que enfrenta más condições de vida. Bem feito, quem mandou não ser "cidadão de bem", que de 30 em 30 anos resolve marchar "Pela Família, com Deus e pela Liberdade", bem como disposto a dar golpes em presidentes legítimos e legalmente eleitos, preferencialmente se ele ou ela for do campo da esquerda e trabalhista. E deu no que deu: Jair Bolsonaro.

Por isto que a Lava Jato se degenerou e abraçou o mundo do crime, tal qual um abraço de urso. Também por motivos já elencados neste artigo que os presidentes socialistas e trabalhistas para terem maioria e governar com certa estabilidade e não serem derrubados por golpes de estado historicamente promovidos pela direita atrasada e reacionária ao tempo que a mais poderosa e vil da América Latina, porque a verdadeira e legítima herdeira da escravidão de 300 anos, a mais longa da história da humanidade, ficam mais cedo ou mais tarde à mercê dos verdadeiros donos do poder: os banqueiros, os grandes empresários rurais e urbanos e os chefes do poder público, dentre eles juízes, procuradores, generais e técnicos de carreira e de alto escalão do sistema estatal de poder.

Toda cúpula estatal de classe média alta e que ocupa cargo de poder e mando está representada na Lava Jato de Moro, Dallagnol e CIA. São eles a classe média branca que foi às ruas e para alcançar o nirvana, ou seja, o poder. A classe média chegou ao poder com a cooperação sistemática e rotineira, durante anos, do sistema privado de comunicação, a ter o grupo Globo à frente do golpe de estado e da prisão de Lula e, por conseguinte, um dos principais responsáveis pela derrota do PT nas eleições de 2018.   

Esta é a alma da direita brasileira, e ainda tem gente hipócrita, cínica e perversa que defende, por exemplo, a Lava Jato de Deltan Dallagnol e Sérgio Moro, acompanhados de facínoras que se aproveitaram de seus cargos públicos, do status e fama que adquiriram em uma sociedade corrupta e odienta, para interditar a política, criminalizar os governos do PT e politizar o processo legal, no que diz respeito à Constituição e aos Códigos Civil e Penal. A judicialização da política deixou de joelhos a democracia e o Estado de Direito e serviu, deliberadamente, para atender os anseios eleitorais e ideológicos da direita e da extrema direita, que tem como base política os generais de Jair Bolsonaro.

São essas questões e realidades que devem sempre ser lembradas, ensinadas e ditas de forma resiliente à sociedade civil deste País e aos militares, bem como às pessoas do caráter de Deltan Dallagnol, que demonstrou, literalmente, tal qual a Sérgio Moro, bem como os principais membros da ordinária e corrupta Lava Jato, que o crime está a compensar até agora, porque além de essas pessoas não serem severamente questionadas e severamente punidas pelos seus atos levianos e insidiosos, não prenderam até hoje um único tucano corrupto e ladrão, bem como ainda tiveram um de seus membros como ministro da Justiça de Jair Bolsonaro — o juiz Moro —, tucano de carteirinha, que perseguiu e prendeu Lula, o candidato favorito, cujo inimigo é exatamente o Bozo fascista. Incrível, não é, camarada? E o Marreco está solto...

E o que achar de Deltan Dallagnol — o Pastor —, que passou a ser estrela da Companhia Lava Jato, antro ou covil de todos os tipos de ilegalidades e malfeitos, que ficarão registrados na história do Brasil e já são repercutidos há anos pelos sites e blogs progressistas, que impediram que a imprensa comercial e privada falasse sozinha, com sua única versão e não assegurasse para o monopólio empresarial de informação as suas “verdades”, que apenas são pontas de lanças de seus interesses econômicos e políticos. A internet quebrou o monopólio das "verdades" constituídas por mentirosos e manipuladores das realidades e dos fatos. E até hoje setores amplos do jornalismo profissional não perceberam as novas realidades, talvez por estarem na bronca ou por burrice mesmo. Enquanto isso, os coronéis midiáticos arcam com gigantescos prejuízos financeiros, principalmente após a participação deles no golpe, que levou à deposição de Dilma Rousseff, em 2016.

O que dizer, então, cara pálida, do BILHÃO que Dallagnol e seus abutres da Lava Jato queriam gerir, ou seja, administrar o dinheiro pertencente à Petrobras, que até hoje essa gente quer destruir, como fizeram com os setores de carne, naval, construção civil e pesada, nuclear, além de acabarem com o mercado interno e os empregos de dezenas e dezenas de milhões de brasileiros. Ao invés de protegerem as megaempresas brasileiras, muitas delas multinacionais competitivas, inclusive com forte atuação no mercado dos EUA, resolveram prender os corruptos sem, no entanto, preservar os empregos, as empresas e a renda dos trabalhadores. Criminosos!

Em um país sério e civilizado, essa turma do subterrâneo da República há muito tempo estaria presa e demitida de seus cargos para o bem do serviço público. Portanto, quem quiser compreender o Brasil tem de considerar imperioso ler e estudar história para saber o real papel dos partidos políticos, principalmente os principais de cada época e como se movimentavam politicamente e ideologicamente, bem como saber quais interesses defendiam e representavam.

Compreender que os governos brasileiros são de coalizão é essencial, porque se trata de um País continental, com imensos contrastes, politicamente anacrônico e com uma casa grande, de norte a sul, colonizada, antisolidária, antipopular, antinacional e, sobretudo, com forte sentimento de desprezo e ódio pelo Brasil. Porém, hipocritamente pinta a cara, se veste de verde e amarelo e carrega a bandeira do Brasil nas costas para dar golpe de estado e defender seus interesses pecuniários e privilégios, além de não suportar ver pobre ascender socialmente e, por sua vez, manter para si o monopólio dos melhores empregos, universidades e tudo o que advém desse processo secular, draconiano --- diabolicamente injusto e violento.

O PT é o único partido orgânico deste País e a casa grande sabe disso, bem como os presidentes da República eleitos pelo partido — o Lula e a Dilma Rousseff — são mandatários de esquerda, o primeiro trabalhador eleito presidente e de origem pobre, sendo que Dilma é a primeira presidente mulher em um país machista, pois de sociedade patriarcal. Esses dois fatores são realidades extraordinárias que aconteceram, porque até hoje, por exemplo, os Estados Unidos não elegeram para presidente uma mulher.

O procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, envergonha a nação e o serviço público, pois partícipe importante e estratégico de uma organização criminosa, que realiza ações ilegais nos subterrâneos da República. A Lava Jato poderia até ter no início de suas atividades a intenção de combater a corrupção histórica e endêmica da sociedade civil e do Estado brasileiro, mas a verdade é que no decorrer do tempo se tornou cronicamente corrupta, aliou-se aos status quo norte-americano e traiu o Brasil, como no episódio de se relacionar com o FBI, trocar informações sigilosas sem o conhecimento e a aquiescência do Ministério da Justiça, bem como o Itamaraty foi relegado a um papel superficial.

Hedonista, arrivista e narcisista, Dallagnol e muitos de seus cúmplices e parceiros de conspirações resolveu reconhecer “eventuais equívocos” de sua parte, mas cometeu uma série de crimes desde 2014, assim como tais malfeitos adormecem nos escaninhos da Justiça e também estão registrados nas publicações do Intercept, que provou e comprovou o que há muito tempo os sites de esquerda afirmavam e denunciavam: a Lava Jato é criminosa, degenerou-se e cometeu crimes em série, como serial killer.

São todas essas questões que transformam Deltan Dallagnol no perfeito exemplo que  reflete, estruturalmente, a sociedade brasileira e suas classes médias e ricas. Deltan é a classe média que  vê a vida pelo retrovisor, acredita que suas verdades são absolutas e que agora está a responder por seus malfeitos, mesmo que timidamente ao CNMP, por suas leviandades e crimes. O lugar de Dallagnol é a cadeia e sua expulsão do MPF é uma questão para o bem da sociedade e do serviço público. O procurador mente e tergiversa para defender o indefensável: os crimes da Lava Jato. Dallagnol é a classe média golpista, em busca eterna para entrar no paraíso. É isso aí.

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