Prisão ou rebelião?

A esquerda brasileira, a começar pelo PT, terá que decidir – já neste dia 25 de janeiro de 2018 – se vai aceitar resignadamente esta sentença ou se vai insurgir-se contra ela

Povo com Lula em ato pela democracia na praça da República, em São Paulo. #Lula #PovoComLula Fotos: Ricardo Stuckert
Povo com Lula em ato pela democracia na praça da República, em São Paulo. #Lula #PovoComLula Fotos: Ricardo Stuckert (Foto: Valter Pomar)

Ao terminar de apresentar seu voto na sessão da oitava turma do Tribunal Regional Federal, o revisor Paulsen deixou claro que – concluído o julgamento em segunda instância, determinada a dosimetria, encerrados eventuais embargos, publicada a decisão etc. – caberá a execução imediata da pena.

Noutras palavras: um setor da coalizão golpista está disposto não apenas a condenar, mas também a submeter o presidente Lula à prisão em regime fechado.

A esquerda brasileira, a começar pelo PT, terá que decidir – já neste dia 25 de janeiro de 2018 – se vai aceitar resignadamente esta sentença ou se vai insurgir-se contra ela.

O Diretório Nacional do PT já havia decidido que – independente do que fosse decidido pelo TRF4-- inscreverá Lula como seu candidato à presidência da República.

Essa decisão foi reafirmada hoje, 24 de janeiro, na nota intitulado "NÃO NOS RENDEMOS DIANTE DA INJUSTIÇA: LULA É CANDIDATO".

Na reunião que a direção petista fará amanhã dia 25, além de debater em profundidade o ocorrido — inclusive para afastar as ilusões que ainda existem acerca de até onde o "outro lado" está disposto a ir — devemos decidir o que fazer frente a esta situação, incluindo a possibilidade de que decidam prender Lula.

A presidenta nacional do PT deu mais de uma declaração forte a respeito. Cabe agora ao Diretório Nacional adotar a mesma postura. E conectar esta decisão com as demais lutas que estão em curso no país, a começar pela batalhar em defesa da previdência pública.

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