PT, Lula, Alckmin, MPF, generais, Merval, Guedes, privatizações e golpe

O Brasil precisa urgentemente de um governo de união nacional, porque já está na bancarrota, com um PIB baixíssimo somado à alta inflação, com direito à recessão, que está a propiciar espaço para a estagflação

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(Foto: Ricardo Stuckert | ABR)


Por Davis Sena Filho

Eu estava aqui a indagar com os meus botões: "Será que ainda tem idiotas neste País, sejam eles de qualquer classe social, etnia e credo, que ainda dão atenção e crédito para o que o empregado de confiança da famiglia Marinho, o serviçal de bilionários, Merval Pereira, pensa, fala e escreve? Será que o porta-voz de uma famiglia protagonista histórica de golpes de estado e inimiga figadal dos interesses do Brasil ainda é ouvido pelos idiotas eternos deste País em sucessivas gerações?"

Porque, francamente, dar credibilidade ao que Merval Pereira pensa e fala é a mesma coisa que uma pessoa acreditar que um golpe de estado apoiado pelo Merval e pelos seus patrões, os Marinho, tivesse o propósito de melhorar as condições de vida da população, além de o Brasil continuar em sua trilha para o desenvolvimento e a conquista de sua soberania, mas para isso é necessário que o povo tenha acesso à educação e ao pleno emprego, com salários justos.

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Só que é exatamente contra a emancipação do povo brasileiro e a independência econômica e geopolítica do País que jornalistas da estirpe de Merval Pereira e o Grupo Globo de Irineu&Roberto e dos três irmãos Marinho lutam há décadas, desde os idos de 1925 do século XX, sempre a conspirar e realizar campanhas sórdidas e infamantes de desestabilização de governos e mandatários progressistas, de forma perversa, cruenta e injusta, como comprova, sem sombra de dúvida, a história deste País que não se deixa ludibriar pelas manchetes partidárias das grandes corporações de imprensa comercial e privada.

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Dito isto, é salutar registrar que o editorialista de "O Globo", Merval Pereira, escreveu um artigo com o título "Fato Novo", a fazer alusão às conversas sobre uma possível aliança entre Lula e Geraldo Alckmin, a tratá-las como "novidades", quando a verdade é que políticos conversam e, se for o caso ou se entenderem, formalizam alianças, como sempre ocorreu no Brasil dividido politicamente pelos interesses regionais e, com efeito, constituir o presidencialismo de coalizão, a forma mais viável para que um presidente eleito possa governar e tocar seu programa de governo.

Por sua vez, vale sublinhar que o Partido dos Trabalhadores sempre cedeu a vaga de vice-presidente em tempos normais com o jogo democrático respeitado pelos diversos atores da direita à esquerda, porque hoje se sabe muito bem que apesar de o País ainda ter eleições livres, sabe-se muito bem que o Brasil está sob o controle de um governo militarista, de verve fascista e a efetivar políticas econômicas ultraliberais, que resultam em brutal concentração de renda e riqueza, com direito à estagflação, além de desemprego em massa, que assombra a vida de milhões de trabalhadores.

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Entretanto, o Partido dos Trabalhadores sempre compôs com políticos do campo da centro-direita ou com pessoas oriundas do mundo empresarial para concorrer às eleições nos estados e em âmbito federal. Uma realidade que aconteceu mesmo quando o PT perdeu eleições presidenciais, mas, diferentemente de partidos que compõem o arcabouço da direita brasileira, sempre reconheceu quando foi derrotado eleitoralmente, sendo que quando venceu tratou de realizar governos de inclusão social e aberto ao diálogo, até mesmo com os inimigos políticos e partidários.

O PT é um partido essencialmente democrático e nunca perseguiu pessoas e grupos, bem como jamais censurou ou reprimiu a sociedade civil quando esteve no poder. E o jornalista Merval Pereira, que apoiou golpes de estado e a prisão injusta e surreal de Lula, sabe muito bem disso, pois burro ele não é... Por sua vez, compor com grupos à direita para montar a cabeça de chapa partidária e eleitoral é estratégia que permite a formação de uma chapa composta por um político com acesso aos partidos de esquerda, aos movimentos sociais, à sociedade civil organizada e aos sindicatos e estudantes, como sempre foi a realidade histórica de Lula.

O político trabalhista e de esquerda necessita, no que é relativo à conjuntura política atual, com um fascista no poder central sentado no colo do generalato, edificar pontes com os setores da sociedade de pensamento mais conservador, com acesso ao empresariado, além de negociar com segmentos dominantes do poder público, por onde Geraldo Alckmin se movimenta politicamente com destreza, porque se trata de um político experiente e acostumado à luta renhida das disputas eleitorais.

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Movimentar-se em direção ao ex-governador de São Paulo se torna uma ação primordial e estratégica, pois fundamental para o PT, de maneira que a esquerda retome o poder central com o apoio de um tucano histórico e ex-governador de São Paulo por duas vezes, que ora está a estabelecer novos paradigmas políticos, após o golpe contra a presidente Dilma Rousseff e, posteriormente, o terrível desmanche do Estado, com a Petrobras a ser desmontada ou esquartejada e vendida em partes para o capital internacional, a deixar o Brasil sem ativos importantes de desenvolvimento para fazer frente às disputas do comércio exterior em inúmeros segmentos da economia mundial.

E não para por aí, porque ainda tem a privatização criminosa dos Correios, uma empresa única, que chega nos rincões e nos lugares ribeirinhos mais longínquos do Brasil profundo, a entregar até medicamentos, alimentos e outros produtos e serviços que as empresas privadas se negam a fazer porque objetivam apenas o lucro e atuar nas grandes cidades do interior e capitais. Os Correios inacreditavelmente são tratados por essa corja que administra o País como se fosse uma empresa irrelevante, como se a estatal não ligasse o País de Norte a Sul e de Leste a Oeste, a empregar, inclusive, milhares de trabalhadores, que certamente irão para o olho da rua para que empresários ou banqueiros encham ainda mais a burra de dinheiro.

O ar de desdém e desprezo do chicago boy Paulo Guedes dá a entender que o centenário Correios para ele e sua turma de sonegadores e golpistas do mercado financeiro é um peso morto e insuportável, como se o Estado ter uma estatal de logística de âmbito nacional e desenvolvida fosse imperdoável ou até mesmo um abuso de País de terceiro mundo, porque  para "elite" escravagista representada por Guedes o Brasil não é merecedor de ter empresas públicas competentes e tecnológicas a serviço da população, a exemplo também da Eletrobrás, que é um capítulo à parte.

Por seu turno, a população, por sinal, é o próprio contribuinte que durante gerações financiou a criação de estatais, bem como financia por meio dos bancos públicos os empréstimos tomados a juros mais baixos para que ratazanas defensoras de privilégios a banqueiros e grandes empresários enriqueçam ainda muito mais, a exemplo do vendilhão irresponsável e inconsequente Paulo Guedes, que guarda fortunas em paraísos fiscais, a fim de não pagar impostos. É mole ou quer mais, cara pálida? E o cara "espertalhão" é ministro da Economia de um governo fascista e criminosamente privatista, que se comporta como um verdadeiro bando de malfeitores.

É assim que pensa e procede o desgoverno militar e ultraliberal mais entreguista e perigoso que este País teve de enfrentar em toda sua história. O desgoverno militar ligado umbilicalmente ao capital financeiro internacional e nacional, que aposta sempre no atraso e no retrocesso. O desgoverno com a marca indelével dos oficiais generais, que estão a sentar nas principais cadeiras do Palácio do Planalto e deram sinal verde para privatizar o País e deixá-lo oco como um ovo sem gema e clara, porque a intenção maior é impedir que empresas estatais sirvam de alavanca de desenvolvimento social e econômico para o povo brasileiro, além de apostar na inviabilização de governos comandados por mandatários progressistas eleitos, de perfis como e de Lula, por exemplo, que faça do Estado um instrumento indutor do desenvolvimento, como ele o fez nos seus dois governos de bem-estar social e com mais paz na sociedade.

Sei o que digo, porque conheço a escória imunda que frequenta as cúpulas dos poderes estabelecidos pela Constituição, bem como sei do que se trata quando analiso a péssima conduta dos generais das forças armadas, servidores públicos privatistas, fato que é um absurdo, além de se tornarem cúmplices e atores do desmanche criminoso do Estado nacional.

Trata-se dos generais mais relapsos, inconsequentes, irresponsáveis, alienados, analfabetos políticos, levianos, ambiciosos e, sobretudo, perversos, de forma a ter o desprazer de observar tanto servilismo e entreguismo o que os diminui e os humilha perante os oficiais generais de países civilizados, especialmente dos EUA, que jamais teriam postura e conduta tão baixa, ou seja, tão antinacional, antipatriótica e antipopular, o que denota o complexo de vira-lata de um generalato tupiniquim que reflete, ipsis litteris, o caráter de propósitos deletérios dos generais elitistas das Forças Armadas, desde os tempos do Primeiro Império.

São generais elitistas e sectários que sempre defendem, com unhas e dentes, os interesses da burguesia escravocrata nacional e dos estrangeiros, que ora estão a mamar com força nas tetas fartas da Petrobrás, que hoje atende apenas os interesses de acionistas riquíssimos e minoritários, em prejuízo dos interesses da Nação e de milhões de brasileiros, que viram o mercado interno se desmanchar como castelo de areia perante as ondas do mar, pois milhares de micro, pequenas e médias empresas formavam uma cadeia econômica que dependia da Petrobrás.

A partir dos governos de direita e de extrema direita de Michel Temer e Jair Bolsonaro, a Petrobrás comandada por generais e coronéis passou a vender suas subsidiárias (distribuidoras, gasodutos, transportadoras, refinarias e poços de petróleo, inclusive os do Pré-sal) e, consequentemente, com a destruição proposital e criminosa da indústria naval (estaleiros de construção de navios e plataformas), todas essas empresas demitiram trabalhadores aos milhares, a prejudicar de morte, inclusive, o comércio de inúmeras cidades que se desenvolviam com o boom econômico da Petrobrás propiciado pelos governos desenvolvimentistas de Lula até o primeiro governo de Dilma.

O general que preside e esquarteja a Petrobrás para que a entrega criminosa do patrimônio público à gringada malandra e esperta seja mais discreta e não chame muito a atenção da população atende pelo nome de Joaquim Silva e Luna. Esse sujeito colonizado e entreguista age como se fosse um jogador obsessivo do mercado financeiro internacional, a manter a ferro e fogo a dolarização do preço do petróleo, porque a intenção primordial é transformar a Petrobrás em um ativo formidável de lucros e dividendos para os acionistas se locupletarem de forma nababesca, sendo que a maioria a maioria desses jogadores que nunca trabalharam para valer na vida é estrangeira. Como a "elite" brasileira e seus capitães do mato gostam de vagabundos! Por que será? Com a resposta o tal general Luna...

A verdade é que tais servidores públicos fardados são os generais do "Exército Brancaleone". Esses sacripantas são pagos pelos contribuintes, foram a vida inteira sustentados pelo dinheiro público e, incrivelmente, tornam-se "gerenciadores do capital", quando a verdade é que não passam de vendilhões da Pátria, que vendem o País tranquilamente, assobiando, sem qualquer peso na consciência. Entregam o País a bater continência à bandeira brasileira, além de cantar, hipocritamente, o Hino Nacional, como se fosse o deboche final, porque cinicamente sempre se apresentam como indivíduos patriotas, o que nunca foram e jamais serão. Milico privatista é o fim da picada!

Trata-se, na verdade, da pior geração de generais da história das forças armadas. Uma lástima e vergonha. Nunca se viu nada pior e semelhante na história da República, sem esquecer os desmandos e crimes da ditadura militar, evidentemente. Onde os generais põem as mãos, a desgraça e a iniquidade é pouca. Generais e MPF privatistas! Durma-se com um barulho desse, o que se torna impossível quando sabemos que os generais tomaram de assalto o Ministério da Saúde e permitiram todo tipo de pirataria e bandalheira.

Expresso isso no sentido real de que mais de 600 mil brasileiros morreram por causa da incompatibilidade dos militares brasileiros com o mundo civil, pois desde os primórdios deste País eles são doutrinados para tratar o povo como inimigo interno. Uma realidade simplesmente deplorável. Os cursos e escolas de militares deveriam urgentemente mudar suas danosas e tóxicas pedagogias, porque assim como está não dá mais, até porque esses caras burramente ainda vivem nos tempos da Guerra Fria ou da República Velha.

Assim não dá mais, volto a ressaltar, pois os militares brasileiros são vazios de projetos para defender o País e quando no poder político, como agora se observa, não possuem qualquer programa de governo, além agirem de forma extremamente equivocada como candidatos a tutores de uma sociedade civil que não quer e não se deixa ser tutelada. Militar tem de se subordinar ao poder civil e à Constituição. Ponto.

Voltemos à política. Geraldo Alckmin há anos enfrenta dentro do PSDB paulista o jogo sujo do grupo do atual governador de São Paulo, João Dória, que descumpriu todos os acordos com a antiga cúpula do partido e traiu os principais dirigentes municipais e estaduais para largar a Prefeitura de São Paulo e se lançar a governador, além de ter enfrentado problemas, em âmbito nacional, com o tucano mineiro Aécio Neves, que vem a ser o primeiro responsável pelo golpe de 2016 contra Dilma Rousseff ao não reconhecer a vitória legal e legítima da política do PT nas eleições de 2014.

Tais realidades e fatos plenos de imprudências, irresponsabilidades, leviandades e molecagens por parte do playboy golpista e mimado, Aécio Neves, descambou para a ascensão de um presidente neofascista e ultraliberal, que está a desmontar o estado nacional e a arrasar com a economia brasileira da forma mais vil possível, como nunca se viu antes na história da República, e olha que o Brasil já teve como presidente o entreguista e subalterno de norte-americanos, o marechal Eurico Gaspar Dutra, além de Jânio Quadros e Fernando Collor, que não tinham a mínima condição política e psicológica para sentar na cadeira da Presidência da República. Porém, nada igual a tragédia real que é o fascista Jair Bolsonaro, que recrudesceu a tragédia que foi o desgoverno do usurpador, golpista e traidor Michel Temer.

E quem são os responsáveis por essa inominável e indescritível tragédia brasileira, no âmbito da imprensa de mercado mais corrupta do mundo ocidental? Ora senhoras e senhores, as pessoas do naipe e do perfil profissional de Merval Pereira, evidentemente, que estão espalhadas por diversos setores e segmentos da vida nacional e internacional, que montaram um consórcio golpista e como sempre de direita, que teve por finalidade principal evitar a continuidade dos governos trabalhistas do Partido dos Trabalhadores, que venceu quatro eleições presidenciais consecutivas, sendo que na quarta foi alvo de um golpe de estado tão violento por parte da direita, que até os direitos trabalhistas e previdenciários foram sordidamente violados.

Trata-se de um golpe violentíssimo contra os interesses do povo brasileiro e a soberania do Brasil, cujos autores são brasileiros da alta burguesia econômica e estatal, que tratam a população como inimiga interna a ser combatida para que possam manter eternamente seus benefícios e privilégios, sendo que para isso é necessário manter o Estado nacional sob controle de interesses corporativos e o Brasil submisso aos ditames da política externa dos Estados Unidos.

Porém, para isso foi necessário reverberar uma narrativa hipócrita e cínica, a ter mais uma vez o mote da "corrupção" como ferramenta para atacar, desmoralizar e demonizar a esquerda, principalmente o PT, como sempre aconteceu no Brasil quando a direita resolve rasgar a Constituição para sequestrar o Estado nacional, de forma a abandonar o desenvolvimento econômico no plano macrossocial, em troca da efetivação de uma política sectária, que opte por não cuidar de todos os grupos divididos em classes, que formam o tecido social brasileiro. Essa é a política efetivada por  autoridades irresponsáveis e inimigas do Estado, a exemplo do ministro da Economia Paulo Guedes, que um dia terá de responder por todos seus graves crimes à frente do ministério.

Opta-se, como sempre fizeram as elites escravocratas deste País injusto e desigual, organizar mais uma vez um golpe de estado de terceiro mundo, cuja cara e focinho pode e deve ser retratada nas faces desditosas dos irmãos Marinho, os patrões de Merval Pereira, que agora, numa tremenda cara de pau e desfaçatez, estão desesperados por uma porcaria de "terceira via", ou seja, achar um candidato competitivo que não esteja dentro da polarização política em que se encontra o Brasil há oito anos, pois desde 2013 a sociedade brasileira se dividiu indelevelmente, o que levou famílias inteiras romper seus laços afetivos e amigos a terminar amizades antigas.

É isso aí, cara pálida insensato e que hoje dá com os burros n'água. A partir da hora que movimentos de direita e a classe média idiotizada pelas mídias comerciais e privadas foram às ruas, já com a intenção de derrubar o governo Dilma antes mesmo das eleições presidenciais de 2014, que a petista venceu e não levou, porque vítima de um golpe bananeiro efetivado por verdadeiros bandidos, o consórcio de direita percebeu que era a hora de tomar o poder central de assalto, com o apoio "popular", a "legitimar" um dos maiores crimes acontecidos na República Federativa do Brasil, que foi o golpe de estado de 2016.

O golpe bananeiro liderado primeiramente por Aécio Neves e Michel Temer, que tiveram o apoio juramentado das Organizações(?) Globo, que hoje se autodenomina como "Grupo" Globo. A mudança de nome se deve porque, deduzo eu, o substantivo "organizações" poderia fazer com que alguém pensasse que se trata de uma máfia ou algo similar ou parecido. O que você acha, cara pálida idiota de classe média, que pode estar agora desempregado? A palavra "Organizações" pode levar uma pessoa a pensar que se trata de um grupo mafioso repleto de delinquentes? Será? Com a resposta, o cara pálida idiota de classe média...

Vale também ressaltar que o MPF, da forma mais irresponsável possível não tem feito o mínimo esforço para fiscalizar e denunciar os corruptos que agem em todos os setores de atividade humana, principalmente no decorrer dos governos Temer e Bolsonaro, que agiram e agem livres, leves e soltos, inclusive para desmontar o Estado nacional, com a complacência e cumplicidade inadmissíveis do Ministério Público Federal, que só serve, pelo que vejo, para combater a esquerda, interferir ilegalmente no processo democrático e eleitoral, além de apoiar, como se fosse cúmplice da bandalheira, as privatizações criminosas das empresas públicas do País. Quem cala consente, e um dia o MPF terá de ser chamado a juízo.

O MPF depois do vexame e da vergonha que promoveu com o caso Lula e ser derrotado 22 vezes na Justiça pelo ex-presidente está agora a expor sua cara de paisagem, a se tornar parte da corrupção que diz combater, mas que a malta da Lava Jato provou e comprovou que o MPF se tornou um partido político de direita, formado por concurseiros de classe média, de mentalidade ridiculamente privatista, elitista, com mania de grandeza e nenhum conhecimento sobre as intempéries e cruezas da vida.

Trata-se realmente das almas vazias dos filhinhos de classe média plenos de preconceitos, politicamente e historicamente ignorantes, que passaram a vida inteira pensando em como ficar ricos e comprar casas em Miami ou Orlando, talvez para conhecer o Pluto, o Patinhas e o Mickey, para, enfim, darem uma de procuradores Patetas. Deplorável a mediocridade desses caras, que são retratados por coxinha empedernido como Deltan Dallagnol, o autor do powerpoint leviano e mentiroso, bem como pleno de armações criminosas, como ficou mais do que claro por meio das gravações e mensagens publicadas pelo The Intercept Brasil, sendo que a pá de cal aconteceu por intermédio do hacker Walter Delgatti Neto, que expôs, sem choro nem vela, a podridão e a imundície que foi o covil da Lava Jato liderado por Sérgio Moro — o Homem Menor —, e Deltan Dallagnol, o santo do pau oco.

E o Brasil está a ver a Petrobrás desmontada criminosamente sem que o corrupto e capitalista MPF faça as denúncias que são de sua obrigação e dever, pois sustentado pelos contribuintes a peso de ouro, mas que decidiram empurrar com a barriga os incontáveis crimes e desmandos dos governos Temer e Bolsonaro, realidades essas que chamam a atenção da sociedade organizada e dos trabalhadores brasileiros. Porém, nada que surpreenda, afinal o MPF, além de ter tentado ficar com R$ 1 bilhão da Petrobrás, desejo que foi prontamente impedido pelo STF, é um dos principais protagonistas do consórcio golpista que foi montado para tirar o PT do poder e, consequentemente, ter suas lideranças brutalmente perseguidas, a exemplo de Lula, Dilma, José Dirceu e muitos outros.

E como acabou o golpe do Merval do Globo dos irmãos Marinho, que tiveram a responsabilidade de durante anos inocular ódio na população e elevar ao Olimpo os bandoleiros da Lava Jato? Respondo: Nas mãos do destrambelhado e fascista Jair Bolsonaro. Os brasileiros, em sua grande maioria, estão agora expostos aos grupos empresariais gananciosos e por certas cúpulas do serviço público, que são parte do consórcio golpista que levou Dilma à deposição.

Hoje o brasileiro está submetido de forma cruel a assaltos e a roubos pelos que controlam o dinheiro público no País e o transfere para a iniciativa privada de maneira brutal. Atualmente, o brasileiro passou a ser vítima, inclusive da fome, porque o Brasil vergonhosamente após o golpe apoiado por Merval e os Marinho voltou para o Mapa da Fome, a ter como símbolo dessa vergonha as filas dos ossos nos açougues, além do recolhimento de alimentos nas lixeiras das cidades do País.

Depois de a famiglia Marinho fazer mais essa imensa e inenarrável cagada contra o Brasil e, com efeito, enlamear ainda mais a sua já suja biografia, o Brasil parte para o ano de 2022, quando em mais uma eleição presidencial irá decidir se entra de vez na barbárie ou opte por um político civilizado, nacionalista, mas aberto ao diálogo, além de ser um agente pró-desenvolvimento e inclusão social, como comprovou o Lula em seus dois governos amplamente democráticos, trabalhistas e de vocação social, sem ser sectário com o empresariado.

O Brasil precisa urgentemente de um governo de união nacional, porque já está na bancarrota, com um PIB baixíssimo somado à alta inflação, com direito à recessão, que está a propiciar espaço para a estagflação. Além de todo esse processo infernal, o Brasil convive com altíssimo desemprego, além da informalidade desprovida de direitos que atinge praticamente todas as famílias brasileiras.

Como se não fosse grande a tragédia, o País está a ser vítima de gravíssima violência com altos índices de homicídios, bem como o Brasil retornou ao mapa da fome, sendo que ainda é alvo de privatizações criminosas perpetradas por pessoas da pior espécie, porque se comportam como se ocupassem o próprio País, em uma guerra aberta contra os interesses de soberania e independência da Nação.

Parece um pesadelo, mas não é, infelizmente, porque foram os próprios brasileiros que escolheram para governar o País o grupo de políticos mais malévolos e irresponsáveis da história. Além disso, seria bom o Merval Pereira saber que a aliança Lula/Alckmin não é novidade política. Governos de coalizão se montam assim, e assim terá de ser para que o País se livre do fascismo acoplado ao ultraliberalismo. O Brasil precisa se salvar para se tornar civilizado. É isso aí. 

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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