Putin derrota Trump na empresa do Sul e abala doutrina Monroe do Tio Sam

Putin armou um acordo militar com o chavismo, reforçou-o com Maduro, aliou-se aos militares venezuelanos, que cuidam do petróleo, maior riqueza nacional,forneceu armas, aviões de última geração, partes, peças e componentes e, principalmente, intenso treinamento militar, com tropas adestradas e super-preparadas

Putin derrota Trump na empresa do Sul e abala doutrina Monroe do Tio Sam
Putin derrota Trump na empresa do Sul e abala doutrina Monroe do Tio Sam (Foto: Sputnik)

Putin botou o galho dentro na América do Sul a partir da Venezuela com a revolução bolivariana nacionalista. Armou um acordo militar com o chavismo, reforçou-o com Maduro, aliou-se aos militares venezuelanos, que cuidam do petróleo, maior riqueza nacional,forneceu armas, aviões de última geração, partes, peças e componentes e, principalmente, intenso treinamento militar, com tropas adestradas e super-preparadas.

Fez a mesma coisa que tinha feito na Síria, fortalecendo Al Assad. Tornou Maduro e os militares, base da revolução bolivariana chavista invulneraveis às ameaças de Tio Sam, como ficou Assad, armado até os dentes, protegendo-o da aliança Washington-Telavive, nas colinas de Golan.

PETRÓLEO PODER SULAMERICANO

O lider russo fortaleceu extraordinariamente Maduro contra intensão de Trump de roubar, na cara dura, o petróleo venezuelano, da bacia do Orinoco, como está fazendo na bacia do pré sal brasileiro, com a ajuda dos entreguistas antinacionalistas, que tomaram a Petrobrás. Putin estendeu cordão sanitário na Venezuela contra os antinacionalistas venezuelanos aliados de Tio Sam. Impediu, com essa estratégia, o golpe de Guaidó, apoiado por Washington, enquanto fortaleceu, na Venezuela, união cívico- militar, graças ao apoio militar geopolítico russo que, agora, atrai a China, economicamente poderosa, por meio dos Brics, nova força economico-financeira internacional que desloca o dólar na cena global.

BOBEIRA TRUMPIANA

Trump dormiu de touca. Não mobilizou, na Venezuela, forças armadas, para atrair os militares chavistas , todos, nesse momento, ao lado de Putin e Jiping. A reação americana veio tarde e por meio de lacaios de direita, em torno do grupo de Lima, sem força militar. Menosprezou militares nacionalistas bolivarianos. Os generais americanos tentam correr atrás do prejuízo. Fazem ameaças de invasão, mas convocam, para essa tarefa, aliados, divididos entre si e politicamente desarticulados, desarmados e financeiramente quebrados. O Brasil é o exemplo mais eloquente. Não tem grana nem para cumprir despesas orçamentárias. Sequer pode contar com Trump, que, ao contrário, quer tomar para si o que tem por aqui, petróleo, bancos, terras, mercado, Amazônia, Alcântara, Embaer e outras cositas más.

PROMESSA FURADA

A promessa americana é uma quimera. Já aquilo que o Brasil tem a ganhar joga pela janela, para agradar Trump: relações comerciais com a China, com os Árabes, põe tudo à venda, assim como fragiliza o Estado nacional, desarticulando instituições democráticas, sucateando educação, previdência, saúde, infraestrutura. Adota política macroenomica de desmonte total dos investimentos e do mercado interno, destruindo as bases do consumo, detonando poder de compra dos salários dos programas sociais. Os militares caem no conto neoliberal do vigário de Paulo Guedes, eleitoral e economicamente inviável, rechaçado no mundo inteiro.
Os generais brasileiros jogaram errado, deixando Brics em segundo plano.

ALIANÇA DE ARAQUE

Trump tem ao seu lado, para enfrentar russos e chineses na Venezuelala, militarmente fortalecida, o grupo de Lima, aliança de araque, que nao tem onde cair morta. As ameacas de Washington de invadir Venezuela da Ibope só entre comentaristas da Rede Globo, porta vozes de Trump. 
Lavrov, chanceler de Putin, deu recado forte. Os aviões americanos só podem voar acima de 26 mil pés sobre território venezuelano e determinou que em até 48 horas, depois de 1-4, encerrem hostilidades contra Maduro, em Caracas. A Rússia, não, apenas, botou o pé pesado no apoio à revolução bolivariana, como, principalmente, deu xeque mate na Doutrina Monroe.

NOVA ERA

Desde início do século 19, por meio dessa doutrina imperialista, diz-se que a América é quintal dos Estados Unidos. Acabou essa geopolítica. O contragolpe desarmado por Maduro/militares com apoio de Putin/Jiping impõe nova geopolitica Sul Americana. 
Constitui, na prática, o fato geopolítico mais importante do século 21. Trump, pressionado pelo Pentágono, não quer sair em bola dividida com Putin, que se ergue, nesse episódio, como novo líder internacional. Os regimes de direita sul-americanos, tendem a cair com bancarrota da Doutrina Monroe. Inicia nova era.

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