Que lugar estranho!

Não é moderno ter sua população alfabetizada; cortar investimentos em educação é grande inteligência. O melhor do mundo investe maciçamente em educação e no ensino superior; por aqui é custo e, entre gritos e escândalos, é cabalmente denunciado como crime ao erário público. Um professor liberado para pesquisas é ônus; juros altos e escorchantes é harmoniosa integração internacional

Não é moderno ter sua população alfabetizada; cortar investimentos em educação é grande inteligência. O melhor do mundo investe maciçamente em educação e no ensino superior; por aqui é custo e, entre gritos e escândalos, é cabalmente denunciado como crime ao erário público. Um professor liberado para pesquisas é ônus; juros altos e escorchantes é harmoniosa integração internacional.

Formar inteligências para um padrão de gestão que contemple os interesses nacionais a partir de nossas riquezas e potencialidades é arcaico; transferir o controle de empresas públicas e de nossos ativos ambientais para oligopólios internacionais é afinar-se por fim, ao vigente conceito de globalização.

Ampliar o ensino universitário, aliás, o Brasil está entre as mais baixas médias da latino-américa ao acesso universitário para nossos jovens, é destrambelhar com as contas públicas; transferir as rendas nacionais para paraísos fiscais é prova de amor e afeição para com os brasileiros.

Promover a habitação popular visando integrar comunidades gerando efetivos territórios de cidadania é exotismo anacrônico e sem sentido; privatizar a cidade impedindo a população mais ainda, aos espaços, dispositivos e equipamentos urbanos que, por sinal, foram financiados e construídos por essa mesma gente é compromisso social, espírito público e ideal de justiça.

Diminuir desigualdades regionais garantindo água e energia elétrica para um nordeste de feições quinhentistas é retardar o desenvolvimento nacional; submeter estados e municípios para um tipo de austeridade e rigor fiscal que só interessa aos banqueiros e financistas é, enfim, um caminho para as nossas crises.

Que estranho! Com tantas inversões já não sei o que vejo, o que sinto e muito menos não sei o que sou; sei que vou indo!

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