Quem será o substituto de Temer?

A saída da crise pode ser possível e mais rápida caso as duas principais lideranças dos dois partidos, que vêm disputando o governo federal nos últimos 20 anos, consigam dialogar, mas sem vaidades

Michel Temer
Michel Temer (Foto: Voney Malta)

Boa parte da classe política tenta evitar que o presidente Michel Temer sofra um impeachment – algo considerado pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) como "traumático para o país" e demorado. O que todos desejam é que Temer renuncie.

Como em política não existe espaço vazio, nomes para substituir o mordomo de filme de terror são ventilados e, certamente, já foram sondados. A questão agora é fechar com um que agregue a maioria dos parlamentares, os empresários e o mercado finaceiro.

Na especulação dessa semana surgiram duas novas apostas: O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Tasso Jereissati. Ambos do PSDB.

Quem permanece na bolsa de apostas é o ex-ministro do STF e da Justiça, Nelson Jobim. Entre os especulados até o momento, é Jobim quem detém a maior capacidade de aglutinação.

Ele é do PMDB, foi ministro no governo petista e é bem relacionado com o PSDB e com o judiciário. Além disso, não é político profissional, portanto, estaria acima da disputa pelo poder.

Talvez, neste momento de tanta conturbação política com sérios danos para a economia, o nome ideal deveria ser de alguém um pouco distante das disputas, das campanhas eleitorais financiadas por empresas já conhecidas por todos nós.

O fato concreto é que o país precisa de uma saída e ela só é possível através da política. Caso contrário, é imenso o risco de ruptura social e aprofundamento da crise econômica.

A questão agora é, dizem, que Michel Temer quer garantias de que ao deixar o governo não será preso.

Bom, as articulações estão tão avançadas que o embaixador Celso Amorim tenta construir uma aproximação política entre os ex-presidentes FHC e Lula.

A saída da crise pode ser possível e mais rápida caso as duas principais lideranças dos dois partidos, que vêm disputando o governo federal nos últimos 20 anos, consigam dialogar, mas sem vaidades.

Só a política resolve, repito, o que a própria política vem destruindo.

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