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Camilo Irineu Quartarollo

Autor de nove livros, químico, professor de química, com formação parcial em teologia e filosofia.

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Quem tem o DNA do Pix?

Tire a mão do meu Pix!

02.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Anúncio à imprensa sobre a inauguração do Instituto Federal Goiano – Campus Catalão, em Catalão - GO. Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Foto: Ricardo Stuckert / PR)
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Ops, o Pix!

Tire a mão do meu Pix!

Com o Pix, você recebe ou paga num minutinho, é como dar um oi pelo Zap. Rápido, fácil e pronto. E de graça!

Mas donde veio essa maravilha? Quem criou?

Os bolsonarinhos chorões dizem que é do pai deles, só que não. Se fosse do papai dos meninos, por que o tal presidente imbroxável nem sabia do que se tratava? Perguntado em setembro de 2020, ou seja, seis meses em plena operação do Pix, ele não sabia, ficou confuso, dizendo: "Não tomei conhecimento, vou conversar esta semana com o Campos Neto". Ficou sabendo depois.

Então, em transmissão ao vivo, o Jair ainda não usava o sistema, mas: "Não tenho, tô a fim de fazer um (Pix) aí. Cai dinheiro na conta da gente de graça? Se pedir, o pessoal bota? Vou fazer meu Pix (chave) aí". Arrecadou R$ 17 milhões junto aos “malucos” dele e mais "um pingado", num total de R$ 18 milhões. O bolsonarinho Eduardo recebeu R$ 2 milhões nos EUA, para onde foi morar numa mansão à custa dos malucos. O moleque lá não para de atacar o Brasil, pedindo taxações, perseguições a funcionários brasileiros e, agora, até contra o Pix. Apesar dos destruidores do Brasil, o Pix passou ileso e conquistou fama. Ufa! Inda bem que o tal nem sabia, mas agora caíram em cima para entregar ao Trump.

Contudo, quem é o pai, quem tem o DNA do Pix?

Deem um Google em Carlos Eduardo Brandt. Este é o pai ou criador do Pix, um engenheiro formado aqui pelas universidades brasileiras. Esse engenheiro de Curitiba, já em 2016, chefiou a equipe técnica para o desenvolvimento do Pix e publicou o relatório com detalhes do projeto.

No início, antes do golpe em Dilma, começara a gestação do Pix. A ideia era incluir o povão, dar acesso a todo mundo ao dinheiro digital. Um sistema seguro e gratuito nosso, feito na hora. Sem o DOC ou a TED, que são taxados.

Dois anos depois, em 2018, o Banco Central iniciou o processo de criação da plataforma. O sistema foi aberto e, em outubro de 2020, foi lançado oficialmente. Inda bem que passou por Temer e Bolsonaro, ufa. Agora, os bolsonarinhos querem trocar por um americano, pago e privado, o Zelle — pra você pagar, né.

O Pix é usado na Argentina e em outros países. Notadamente em Ciudad del Este, no Paraguai, Uruguai, Chile, Portugal, França e nos Estados Unidos, para citar os principais países, num total de setenta nações pelo mundo. Trump quer para ele. Por que será, né? Já pensaram numa taxinha sobre o Pix... O Pix pode acabar com o dólar, com o ganho fácil dos cartões de crédito das entidades privadas, como a Visa, a Mastercard, a American Express ou o Zelle do bolsonarinho, que faturam muito nas transações.

O Brasil pode ter inventado o "futuro do dinheiro", disse e rasgou elogios o economista ganhador do Nobel Paul Krugman.

Dilma Rousseff sabia da gestação e eficácia do Pix. Na China, como presidenta do banco BRICS, reconhecida e reeleita por unanimidade até 2030, Dilma defende um Pix internacional — ou um BRICS Pay. Isso retira a exclusividade do dólar. Para viajar para outro país, você não precisaria comprar dólar caro nem guardar essa moeda.

Eu vou de Pix!

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.