Quer viver saudável e/ou emagrecer? Coma de tudo

O ser humano é, por princípio, onívoro, ou seja, come de tudo. Essa, inclusive, é a premissa básica da boa alimentação, da alimentação saudável: comer de tudo. Moderadamente, mas de tudo

Coma de tudo
Coma de tudo

O ser humano é, por princípio, onívoro, ou seja, come de tudo. Essa, inclusive, é a premissa básica da boa alimentação, da alimentação saudável: comer de tudo. Moderadamente, mas de tudo. O que nos dá saúde, energia, é uma alimentação diversificada, balanceada. Açúcar, sal, gordura, carboidratos, proteínas, vale tudo. Só não vale uma coisa: basear a nossa dieta em alimentos ultraprocessados. Há pesquisas que mostram que, em alguns países desenvolvidos, os ultraprocessados correspondem a 60% da ingestão diária de energia, sendo uma das causas da obesidade. 

(Segundo o professor Carlos Monteiro, coordenador científico do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), da Universidade de São Paulo (USP), criador, junto com a sua equipe, do conceito, alimento ultraprocessado é toda aquela comida pronta, fabricada com aditivos industriais e que em pouco ou nada se assemelha a verduras, frutas ou carnes. “Não são alimentos de verdade, pois são feitos a partir de alguns componentes de alimentos”, declarou à revista Época em março do ano passado. Exemplos: salgadinhos industrializados, biscoitos recheados, hambúrgueres e outros alimentos congelados, nuggets de frango, macarrão instantâneo, refrigerantes etc.)

O nosso organismo foi desenvolvido para ingerir, transformar em energia, qualquer tipo de alimento: proteínas, cereais, gorduras, sal, açúcar, carboidratos, legumes, fibras, frutas, leite, ovos, feijão, arroz, pimenta, ervas; até o glúten, um dos vilões do momento. Epa, e os celíacos? Simples, não podem comer derivados de trigo, aveia, cevada, centeio, pois correm até risco de morte. Só que há pessoas que não ingerem o glúten porque acham que faz mal. Esse tipo de restrição também vale para os alérgicos ao ovo e ao camarão, por exemplo. 

Uma dieta da moda é a tal da lowcarb, baseada no baixo consumo de carboidratos. Em primeiro lugar, é bom que se saiba que praticamente todos os alimentos possuem carboidratos (moléculas orgânicas formadas por carbono, hidrogênio e oxigênio), as nossas principais fontes de energia. A lowcarb parte do princípio de que carboidrato engorda. Não é verdade, não engorda. O que engorda é comer carboidrato em abundância, ou desordenadamente, justificando-se, assim, a lowcarb. Mas o termo low (baixo, menos, em inglês) deve ser aplicado para tudo, ou seja, o segredo da vida saudável é comer moderadamente, sem exageros. Que tal, então, lowfood?

Além do que, “cada pessoa tem suas particularidades”, como ressaltou  a nutricionista paulistana Marcia Daskal, especialista em nutrição e dietética idealizadora do que ela chama de Nutrição Amorosa. Em entrevista ao jornal O Globo, em março do ano passado, ela cita um estudo americano que mostra que, se a pessoa quer emagrecer, tanto faz cortar o carboidrato ou a gordura. “O documento reforça que cada pessoa tem suas particularidades, além de reações a determinada dietas. Por isso, um modelo específico ou mesmo a restrição a um determinado ingrediente não são a chave para a ter uma saúde melhor ou para emagrecer”, diz. “O melhor é comer menos”, sugere.

Não são muitas as causas principais da obesidade. Basicamente, no meu entendimento, são três: compulsão alimentar, problemas metabólicos e alimentação desregrada e não balanceada. 

Os dois primeiros casos têm que ser tratados, não com a dieta do momento, e nem com, por favor, o uso deste veneno conhecido como moderador de apetite, remédio que, em muitos casos, faz mais mal do que bem, tantos são os efeitos colaterais.

O terceiro caso, pode não parecer. mas tende a ser o mais complexo, pois tem a ver com o seu estilo de vida. Consumo exagerado, seja lá do que for, engorda, consumo baseado em alimento ultraprocessado também engorda. Dietas com alto teor de sal, ou de açúcar, também engordam.

Em suma, o segredo para manter o corpo na relação ideal peso/altura é a alimentação saudável, balanceada, não exagerada. Atividade física também ajuda, é claro

Por fim, um conselho que eu não canso de repetir: quer controlar sua alimentação, vá para a cozinha, faça sua própria comida. É simples, fácil, saudável e, certamente, lhe deixará mais feliz. Comer tem que ser uma coisa simples, descomplicada, prazerosa, enfim.

Conheça a TV 247

Mais de Blog

Ao vivo na TV 247 Youtube 247