Queremos saber: cadê os Yanomami??

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(Foto: Ag. Brasil)


Uma comunidade Yanomami inteira está desaparecida e suas casas foram queimadas. Depois da grande invasão em terras Yanomami e os crescentes casos de estupros de menores, de uma hora para outra desapareceram 25 índios e suas casa destruídas. Se não bastasse a truculência da invasão, que o presidente sempre afirmou que não teria mais espaço para grupos indígenas e que legalizaria garimpo em terras protegidas tivemos mata derrubada, águas envenenadas e a contínua ameaça dos jagunços para pegar a terra à força. Muitos dizem que remoer o passado pode ser perigoso, logo seu tratamento com um lixo por parte daqueles que querem enterrar os diversos problemas da sociedade.

Não é surpresa que em relação aos indígenas, as classes dominantes, do setor mais conservador, que vão desde o latifundiário, agentes do agronegócio, até o palácio do planalto, nutrem um ódio profundo as nações indígenas, que passa de geração para geração, desde a vinda de Cabral as nossas terras. Segundo o Censo do INGE de 2010, essa população era de 896,9 mil indivíduos, entre 305 etnias, com 274 línguas próprias. Não precisamos ir  até 1500 para vermos as barbáries cometidas, basta lembrar do povo Akuntsú da Rondônia que foi exterminada por fazendeiros e o povo Xetá também na década de 60, em pleno regime militar. Estamos vendo, neste momento, o avanço do projeto de extermínio desses povos chancelado por Bolsonaro. Tudo isso alimentado para o público da cidade que também tem pouco acesso à educação, que estimulados por ambições econômicas e pela falta de informação, contribuem para o aumento da hostilidade.

Embora na Constituição Cidadã de 1988, tenha sido reconhecida os direitos dos povos indígenas, nada ou pouco foi feito em termos de projetos de educação, considerando suas línguas nativas. O jovem fascista dos dias de hoje, vive estimulado por memes, vislumbrando velhos símbolos travestidos de novos e ouvindo velhos saudosistas do golpe de 64. Este também considera este nosso passado um lixo. Aos poucos vamos transformando todo conhecimento das matas em memória volátil. Tudo vai desaparecendo aos poucos. Por que as Forças Armadas não vão remover os 30 mil milicianos que invadiram a Amazônia? Porque, todo planalto está preparando faz tempo resoluções para diminuir as terras indígenas, legalizar garimpos e autorizar toda extração possível. 

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Muitos não leram Darcy Ribeiro em “O povo Brasileiro: A formação e o sentido do Brasil”, que mostra como os povos indígenas concebiam sua vida tranquila e total fruição da existência. Essa falta de humanidade que vemos nos dias atuais e um ódio crescente lançam uma escalada de truculência generalizada, como se temessem o fim de seus ganhos ilícitos em breve. E podemos ver em todos os setores, uma corrida feita com tratores para dilapidar o que puder o mais rápido possível. Veremos muito estrago ainda até as eleições. Não é a toa que o presidente está com processo de genocídio dos povos indígenas no Tribunal de Haia, onde entre outros processos, é que ainda está tramitando.

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A comunidade ARAKASA, onde estão localizados as línguas Ninám, Sanumá, Yanomám e Yanomámi, está sendo dilapidada para a extração ilegal de ouro e cassiterita. Especificamente em suas  terras, os casos de malária e de outras doenças, assim como aumento da contaminação por mercúrio nos rios. Esse cenário, é o resultado de quase 50% no aumento do garimpo em suas terras, estimulada pelo governo federal, além de omissão para os casos de crimes e total desarticulação de órgão de proteção como FUNAI e mais recentemente planeja um linhão de energia nas terras indígenas.

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yanomamis sendo massacrados pelo garimpo ilegal. Após "Onde está o Amarildo?" e "Quem matou e mandou matar Marielle?", chegamos agora a "Onde estão os Yanomamis?". Carupyssajé!

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Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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