Raoni estadista no Congresso

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Poder moral

Raoni, sim. Bolsonaro, não!
Os gritos ecoaram pelos corredores do parlamento nacional.
O tiro saiu pela culatra para o presidente capitão.
Sua agressão gratuita ao chefe indígena foi tremendo desrespeito.
Repercutiu, negativamente.
Bolsonaro tratou ele sem a institucionalidade devida segundo entendimento tácito nas relações de poder entre os povos.
Os chefes de estado internacionais entenderam perfeitamente de quem se trata.
O poder é entendimento psicológico entre os que o detém e os que a ele institucionalmente se subordinam.
É dado pela percepção intrínseca das relações humanas entre os povos.
Raoni é venerado pela civilização da mesma forma que o papa o é.
Ambos se impõem diante da comunidade internacional pelo costume, tradição e cultura. Falam pela causa dos seus semelhantes que se relacionam pela lógica da representatividade cultural e política.
Bolsonaro, com sua ignorância política, não só não entendeu a superioridade ética, como tentou subjulga-la, como se fosse um Fernão Cortez, com a missão de massacrar os Astecas, em nome do Rei de Espanha.
No caso de Bolsonaro, em nome daquele diante do qual se ajoelha vergonhosamente, mister Trump.
I Love you, disse o capitão ao Tio Sam de topete ridículo, como contraponto ao “Eu te odeio”, sentimento real que revelou em relação ao grande cacique brasileiro.
Desconsiderar Raoni, considerado pelos chefes de estado do mundo, representou ato de agressão premeditado, irresponsável, grosseiro e ridículo.
Bolsonaro, que reclamou do gesto colonizador da França e da Alemanha, sem ter coragem de nominar seus respetivos chefes de governo, atuou como capitão do mato frente aos escravos na tarefa de puni-los.
Falou grosso com o mais fraco e miou contra os mais fortes.
A grandeza moral de Raoni, no entanto, revelou sua estatura de gigante, enquanto o capitão se apresentou como realmente se tem posto, como anão amoral.
Pobre, Brasil!, lamentam os povos civilizados, nesse momento global da vida nacional.

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