Ratazanas

O Brasil vem se equilibrando entre a vergonha e a barbárie, o desprestígio e o sentimento de pena são transmitidos de outros continentes. Hoje somos um exemplo a não ser seguido, a vergonha da América Latina.

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Grupos precários de humanidade , estes, sempre existiram. Todavia, escondiam seu ódio,  manifestavam-se em grupos obscuros através do submundo das redes ou em ações dissolvidas.

Sua manifestação diante da sociedade era enfraquecida pelo fortalecimento dos direitos à  pessoa humana de governos que repudiavam o ódio e o preconceito.

Hoje,  no entanto, estes grupos, se sentem representados e fortalecidos. São  as ratazanas que perderam o medo da luz do sol, que não precisam mais se esconder nos esgotos aguardando a calada da noite para sair e saciar seu desejo de violência. 

Hoje, estas ratazanas estão rondando, intimidando, queimando, nos mordendo e causando mortes. O respeito a dor alheia a falta de empatia, reforçados pelo  silêncio do Estado em relação as  mortes de inocentes colocam o povo em uma zona de insegurança e incerteza. 

O Estado do Rio de Janeiro alcançou índices  assustadores. Desde 1998, nunca se matou tanto em ações policiais. Segundo o ISP (Instituto de Segurança Pública) foram 1249 registros , alcançando a média de 5 mortes por dia. Em relação ao mesmo período do ano de 2018 o aumento foi de 16%.

Este cenário se deu por uma junção de ideais preconceituosos, acompanhados de um falso moralismo e uma ideologia pregada dentro das próprias comunidades através  de lideranças religiosas. Na outra ponta surgiu a criminalização dos direitos humanos,  e o ataque as instituições públicas, em particular as universidades.

A alavancada fascista teve seu impulso em cultos religiosos  deturpadores que ao contrário da pregação ao amor e a paz houve a determinação de uma supremacia religiosa que devia sobrepor a todas as religiões,  principalmente as de origem africanas.

O Brasil vem se equilibrando entre a vergonha e a barbárie,  o desprestígio e o sentimento de pena são transmitidos de outros continentes. Hoje somos um exemplo a não ser seguido, a vergonha da América Latina.

Mudar esta imagem é  imprescindível,  o quanto antes. Vidas humanas estão em risco. O diálogo deve ser direcionado àqueles que estão  suscetíveis a ouvir, que estão de fato insatisfeitos e amedrontados com todo esse terror. Percebemos 2 grupos responsáveis por esta tragédia que se deu inicio com o resultado das eleições de 2018. Os que enganaram, estes não  devemos nos submeter ao desgaste,  pois estão satisfeitos com toda essa desgraça.  Agora o segundo grupo, os enganados, estes sim devemos dialogar, pois existe esperança. 

O dialogo e muito menos a aproximação, não serão  fáceis,  pois os que enganaram continuam seu trabalho de deturpação e alucinação.  Para toda e qualquer barbárie já têm uma justificativa.  Pasmem!

O diálogo,  este não deve ser tosco,  porém precisamos adotar uma linguagem mais simples e direta. Falar em democracia, desdobrando a palavra seu conceito para ficar clara sua importância.  Falar em direitos humanos apresentando o que está sendo usurpado e suas consequências. Sobre o entreguismo, seus danos a soberania e independência econômica  do Brasil. Falar em segurança pública,  levando ao entendimento que o bem maior é  a vida.

Assim como não podemos nos desgastar com enganadores, que são  a minoria manipuladora, não podemos cometer a mesmo desgaste com àqueles que se dizem prejudicados e ignoram a desgraça nacional em função de um orgulho medíocre.

Sempre lutamos e continuaremos a lutar pela democracia, pelos direitos humanos e pela vida.

Esta é  a esquerda, o Partido dos Trabalhadores. 

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