Redes sociais vão servir para fiscalizar e podem detonar candidatos

Ferramenta comum para atividades profissionais e sociais de qualquer indivíduo ou empresa, as redes sociais – WhatsApp, Facebook, Twitter, entre outras, cada vez mais são utilizadas por uma categoria para que o que faz e pensa se torne massivamente conhecido: os políticos

celular aviao
celular aviao (Foto: Voney Malta)

Ferramenta comum para atividades profissionais e sociais de qualquer indivíduo ou empresa, as redes sociais – WhatsApp, Facebook, Twitter, entre outras, cada vez mais são utilizadas por uma categoria para que o que faz e pensa se torne massivamente conhecido: os políticos.

Porém, essa arma também pode ser utilizada para detonar uma candidatura, destruir uma ação, causar problemas jurídicos que impeçam uma candidatura e até a investidura futura no cargo eletivo.

Na eleição de 2018 será uma arma poderosíssima de fiscalização entre os próprios políticos para atingir os adversários, assim como por parte da população, francamente insatisfeita com os seus representantes.

Ou seja, as redes sociais podem complicar a vida de muita gente pela facilidade com que pode ser usada como prova de uma ação ilegal, bem como pela velocidade e abrangência na divulgação de fatos bons e ruins, legais e ilegais.

E como nessa eleição a doação de recursos empresariais não é permitida, significa – aparentemente - que os gastos serão menores. Portanto, qualquer ação ou reunião política que aparente ter uma estrutura melhorzinha será facilmente motivo de uma simples filmagem através de um celular, compartilhamento, denúncia e investigação judicial.

Um panfleto, um cantor local, carro de som, bebidas, conversas e reuniões na casa de algum aliado ou cabo eleitoral, tudo isso pode ser registrado em áudio e/ou vídeo e compartilhado.

E quando a gente percebe através do contato com as pessoas e pelas pesquisas eleitorais o quanto o cidadão está revoltado com a classe política, dá pra cravar que a fiscalização por parte dos eleitores também será intensa.

Ora, se empresários, políticos e antigos aliados detonaram através de delações partidos e homens poderosos da política nacional revelando os intestinos do esquema de financiamento de campanhas e compras de apoios, esta eleição poderá significar a vingança do eleitor-cidadão sobre o político.

E não só via o depósito do voto na urna, mas também como um caçador de ilicitudes de políticos, cabos eleitorais e aliados na campanha.

Será o pleito do caça (animal) político, mesmo sem recompensa em dinheiro.

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