Renda emergencial sim, medidas eleitoreiras, não!

Duvido muito que um governo que em seis meses não criou nenhuma medida de socorro emergencial à população mais vulnerável fará algo nesse momento para atender esse grupo

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Chega a eleição e vemos o malabarismo retórico de alguns candidatos. Essa semana, no twitter, Bruno Covas resolveu usar o prestígio e a luta do sempre senador Eduardo Suplicy em defesa da Renda Básica para se promover eleitoralmente e se aproximar de eleitores da centro esquerda e esquerda. 

Em uma mensagem postada na rede social o nosso querido senador pede que Covas avalie a aprovação da renda emergencial. O prefeito então responde dizendo que topa e marca o presidente da Câmara Municipal, perguntando se ele também topa pautar o projeto. 

Eduardo Tuma responde a mensagem dizendo que vai por o projeto em debate. Que lindo diálogo, o mundo colorido do PSDB que defende os mais pobres e necessitados é maravilhoso. Morar numa cidade governada pelo tucanato é um colírio para os olhos. Só que não. 

Toda essa movimentação não passa de pura hipocrisia, oportunismo e interesse eleitoreiro. E antes que seja acusado de ser contra a renda emergencial, destaco que desde o início da pandemia atuei em defesa da criação de uma renda paulistana. Propus projetos de lei (PLs 227, 291, 186/2020) que buscavam atender e proteger várias parcelas da população. 

Em diversas vezes fui à tribuna aconselhar ao governo – executivo e vereadores – que se eles quiserem de fato se afastar do bolsonarismo e de suas medidas alucinadas, deveriam agir de forma diferenciada e aprovar medidas de atendimento a população mais pobre e vulnerável da cidade. 

Quando o executivo planejou a distribuição do cartão merenda, apenas para alguns estudantes da rede, entrei no Ministério Público para buscar garantir esse auxílio para todos os estudantes e não apenas para alguns. 

E digo mais, a manobra de Covas e do PSDB é tão eleitoreira que nem sequer o projeto de lei que cria um auxílio para os condutores do transporte escolar, aprovada em primeira votação, é votado em segunda e se for aprovado, certamente será vetado pelo chefe do executivo municipal. 

Reafirmo categoricamente: sou defensor de uma renda emergencial. Se o PL do nosso sempre senador for a plenário certamente contará com meu voto favorável e o voto da bancada do PSOL. Porém, sou que nem São Tomé, quero ver pra crer. 

Um governo que em seis meses não criou nenhuma medida de socorro emergencial à população mais vulnerável - muito pelo contrário, resolveu desmontar a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) e extinguir a Autarquia Hospitalar Municipal - duvido muito que fará algo nesse momento para atender a população mais pobre. 

Renda emergencial para atender os mais pobres, SIM. Palanque eleitoreiro para as mentiras e canalhices de Covas, NÃO! 

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