Repito, Judiciário tem que entrar como prioridade na pauta de protestos

Quando pensamos que não podia piorar, o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mandou colocar "tarjas" pretas no depoimento do ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Junior, onde o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG) é citado

Quando pensamos que não podia piorar, o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mandou colocar "tarjas" pretas no depoimento do ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Junior, onde o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG) é citado
Quando pensamos que não podia piorar, o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mandou colocar "tarjas" pretas no depoimento do ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Junior, onde o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG) é citado (Foto: Luciana Oliveira)

Venho falando isso desde os primeiros abusos do juiz Sérgio Moro que resultaram em cerca de 20 representações no Conselho Nacional de Justiça e com mais ênfase desde que o STF passou a julgar com pressa prejudicando um partido em benefício de outro.

O título que repito é um apelo para que a sociedade exija igualdade de tratamento nos tribunais superiores, sobretudo no que diz respeito aos investigados da operação Lava Jato.

Quem desde o início entendeu o processo de impeachment como um golpe, segue lançando suspeitas à compreensão distinta que ministros e juízes têm em casos tão semelhantes.

E a denúncia de que o golpe só foi possível com o tripé formado pelo parlamento, a mídia e o judiciário para confundir e conduzir a opinião pública, se torna cada vez mais robusta por convicções.

Quem pode hoje dizer que confia na justiça com a pane no sistema de freios e contrapesos que se evidenciou nos embates do legislativo com o judiciário nos últimos meses?

Renan Calheiros colocou não só o Supremo Tribunal Federal de joelhos, mas toda a República, ao recusar notificação pra se afastar da mesa do senado.

Nem o mais anti-Lula consegue inibir a pergunta: por que o ex-presidente não pode assumir como ministro, sem nenhuma denúncia à época, sob o argumento de que visar unicamente foro privilegiado e agora Temer governa com vários ministros investigados por corrupção?

Que história incrível é essa de separar as contas de campanha da chapa Dilma/Temer, se ambos gastaram juntos e foram beneficiados pelas mesmas doações?

E o que diabos o ministro Gilmar Mendes quer dizer com "caixa 2 tem que ser desmistificado" e que "necessariamente ele não significa um quadro de abuso de poder econômico"?

Quando pensamos que não podia piorar, o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mandou colocar "tarjas" pretas no depoimento do ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Junior, onde o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG) é citado.

Para o ministro, o fato do propineiro dizer que repassou R$ 9 milhões para políticos do PSDB via caixa 2 a pedido de Aécio, não tem nenhuma relação com a ação em julgamento.

Não dá pra demonstrar aqui todos episódios que impuseram desconfiança às cortes superiores nos últimos dois anos.

Desconfiança que aumentou muito pela distinção de tempo, tratamento e argumentos nos processos que envolvem políticos acusados de corrupção, sobretudo na Lava Jato.

Confesso não ver solução melhor que mandar substituir todos os promotores e procuradores – que já ameaçaram renúncia coletiva – e juízes que atuaram na Lava Jato até aqui, pra quem sabe, impor mais responsabilidade e até pudor aos ministros dos tribunais superiores.

É isso ou parem, simplesmente parem.

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