Resistir. Por quê?

O que nos motiva a lutar? Qual a razão de tamanho desgaste em defender inocentes de uma pseudojustiça e tentar abrir os olhos dessa sociedade viciada em fake news e doutrinada pela direita fascista? Por que nos sujeitamos à perseguição política e ideológica daqueles que se denominam cidadãos de bem, colocando sob risco até mesmo nosso emprego?

O que nos motiva a lutar? Qual a razão de tamanho desgaste em defender inocentes de uma pseudojustiça e tentar abrir os olhos dessa sociedade viciada em fake news e doutrinada pela direita fascista? Por que nos sujeitamos à perseguição política e ideológica daqueles que se denominam cidadãos de bem, colocando sob risco até mesmo nosso emprego?

Apesar de ter nascido no final da Ditadura, não fui torturado. Mas hoje, resistir e viver parecem ser torturas diárias e veladas, afinal, (sobre)vivemos em uma sociedade egoísta, analfabeta politicamente, que ignora a combalida Constituição, atropelando direitos básicos – e humanos – em nome de sua própria ignorância e de interesses escusos daqueles que estão hoje no poder.

Com o avanço das redes sociais e aplicativos de mensagens, tornou-se muito fácil para a direita manipular seu eleitorado – assim como ocorreu na eleição de Trump e mais anteriormente nas manifestações "pela democracia" da tal Primavera Árabe, igualmente reproduzidas no Brasil em 2013, desencadeando "ondas democráticas e de patriotismo" que resultaram no ódio generalizado aos políticos e aos partidos como um todo, fazendo surgir "novos" partidos e candidatos com promessas de renovação, mas que no final das contas, mostraram-se mais do mesmo – ou até piores! Com tudo isso, a polarização tornou-se inevitável. Mais do que nunca a esquerda teve que fincar seu pé e mostrar-se forte, ainda que sendo massacrada e achincalhada. Enquanto isso, do outro lado, o extremismo cresceu, e de repente a população se sentiu informada e preparada para discutir política e os caminhos do país, ao mesmo tempo que tais renovações tentam impedir tais discussões, impondo censura quando lhes convém.

Como disse a cineasta Petra Costa no brilhante - e igualmente revoltante - documentário "Democracia em Vertigem", a sociedade que se acostuma com mentiras, passa a não aceitar quando a verdade lhe aparece.

A manipulação em massa foi muito bem tramada e colocada em prática com sucesso. Alegando que somos "comunistas...petistas...esquerdistas", como se isso fosse algo diabólico, – e até mais perigoso que o próprio capitalismo, responsável pela desigualdade social e miséria – quem luta e se posiciona contra esses fascistas do século XXI e suas atitudes virou o alvo da vez.

E é por isso que lutamos. Não por partido A ou B, nem por político algum. Mas nossa luta é pela Justiça, por nosso país soberano e valorizado! Lutamos contra um sistema de submissão e subserviência aos interesses do capital estrangeiro; contra o fatídico complexo de “vira-lata”.

Como disse o ator que interpreta o cientista Valery Legasov na minissérie Chernobyl: “ser cientista é ser ingênuo, nos concentramos tanto pela busca da verdade, que não nos consideramos que poucos querem que a encontremos. Mas ela está sempre lá. Quer vejamos, ou não, escolhamos ou não. A verdade não se importa com as nossas necessidades, não se importa com os nossos governos, ideologias e religiões. Ela ficará esperando o tempo que for".

No fim, em meio ao caos e todo tipo de represália e intolerância, chego a acreditar que a ignorância deve ser uma benção! Mas não nos nivelaremos com eles; temos livros, fatos, informações, investigações para analisarmos e seguirmos adiante. Nossos olhos estão abertos e vigilantes. O caminho é árduo? Com certeza, mas temos a consciência de que estamos lutando do lado certo. Hoje podem nos criticar, mas como dizia Fidel, a história nos absolverá...cedo ou tarde!

Resistiremos!

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