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Rinha de tucanos e o quadro até agora

Por André Barroso

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Com a abertura da temporada de lançamento de presidenciáveis no mercado, começam a surgir os primeiros nomes a serem confirmados no ano que vem. Ontem estive no lançamento do Livro Campo de São Bento, Trajetórias e memórias do Parque Prefeito Ferraz, pela Niterói livros, com a presença de prefeito e a comunidade artística da cidade e uma homenagem a mãe de Paulo Gustavo, Dona Déa Lúcia Vieira Amaral e do qual fiz todo projeto gráfico, diagramação, ilustração e infografia, tive algumas pessoas me perguntando sobre o cenário político atual. Preocupação natural com quem será o próximo governante, se haverá uma coalizão da esquerda e se existe motivo para comprar uma passagem apenas de ida para o exterior.

Então vejo que há uma certa dificuldade de visualizar este cenário, com a flagrante decadência da democracia brasileira. Eis algumas dicas, para orientá-lo.

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PSDB – A rinha dos tucanos, com indecisão, defeitos do aplicativo, lembra muito a rinha de 2006, onde a cena de homens e mulheres brigando na rua é digna de um quadro na parede. O choque, que leva a irem aos tapas, sinaliza bem como está as condições internas do partido, quiçá do seu escolhido. A guerra entre Dória, Arthur Virgílio e Eduardo Leite, tem no seu enredo a roupa suja sendo lavada em público. Aécio falou que o laranja de Dória é Arthur Virgílio. Eduardo Leite diz que votou em Bolsonaro, mas não é mais, porém diz que Doria é Bolsonaro. Dória diz que votou em Bolsonaro, mas se arrependeu. Ainda diz que Eduardo Leite é Bolsonaro. Resultado: Os dois são bolsasminions Gourmet. E não conseguiram decidir quem vai ter menos votos que o Daciolo. Não recomendado.

Podemos – A entrada do ex-juiz parcial Sérgio Moro no xadrez político, já vinha se desenhando desde a última eleição. Surgiu prendendo o Lula, sem provas e mudando o cenário político radicalmente, conseguindo um cargo como ministro no governo Bolsonaro e entrando para ostracismo logo depois da saída e auto-exílio no exterior advogando para empresas que ele quebrou com a Lava Jato. O véu que cobria, corroborado pelos mais ricos, foi desvelado ao longo do tempo. Sua popularidade desceu entre a direita e a extrema direita. Para aqueles que não possuem uma posição, procurando uma terceira via, evite-o.

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Bolsonaro – Chegará como o mais odiado por todos. Terá o mesmo destino de Trump. Colocou o Brasil em chamas, acabou com todos os direitos trabalhistas, devastou a Amazônia, praticou genocídio indígena, foi o pior mandatário entre aqueles que lutaram contra a COVID 19. Aqueles que outrora colocaram o presidente no Alvorada, o tratarão como sarna e dessa vez não haverá outro Délio para não participar dos debates públicos. Ainda terá apoio dos mais idosos saudosistas do Golpe de 64, mas a porcentagem agora será bastante baixa. Fujam para as montanhas e mantenham o candidato em um lugar escuro e absolutamente inacessível para todo sempre.

Ciro, Rodrigo Pacheco e Daciolo – Tem pretensão de ser a terceira via, porém, nenhum possui popularidade suficiente entre o povo para isso. Serão mais uma vez aqueles que entram para animar os debates e somente isso. A fatia pequena de eleitores de Ciro poderia migrar para um representante da esquerda e confirmar uma coalizão única para deter o avanço de um ideal de extrema direita no Brasil e no mundo. Mas não haverá uma grande força como no passado, pois Moro tornou isso impossível. Os pequenos têm agregado eleitoras idosas que vivem sozinhas.

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PT – A figura de Lula é a única com respeito internacional intacta, mesmo depois do golpe de 2016. Muitos comparam Lula a Mandela. A força da figura de Lula pelo país é muito alta e a despeito de seus dois mandatos e a posição que o país conquistou mundo afora, com a superação da dívida externa, retirada do país do mapa da fome, avanços sociais é muito difícil não levar. Porém, a direita sem opções concretas, vai fazer de tudo para que isso não ocorra.  

A polaridade entre esquerda e direita sempre existiu nas sociedades desde Atenas clássica. Ela assume particularidades distintas conforme o período da história. Porém a disputa é sempre entre eficiência econômica e competitividade contra eficiência econômica e competitividade dentro de condições satisfatórias de equidade social e bem estar.

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