Rio de Janeiro sitiado entre o desgoverno municipal e o governo do ódio estadual

O prefeito Crivella se faz ausente quando assunto é manutenção e promoção da cidade. Sobre o desgoverno municipal o vitimado ainda continua sendo os mais pobres. O descaso com a cidade coloca a população sempre diante do medo e da incerteza toda vez que chove

(Foto: Esq.: ABR)

O Estado do Rio de Janeiro está sitiado entre o abandono e o ódio, sua principal cidade, agraciada por paisagens naturais também é vítima do descaso que promove uma imensa desigualdade social. 

A cidade que estampa cartões  postais, e serve de vitrine para o comércio e turismo, o Rio de Janeiro sofre com o desgoverno da atual gestão. 

O prefeito Crivella se faz ausente quando assunto é manutenção e promoção da cidade. Além do descompromisso com a cidade, a cultura nunca sofreu tanta perseguição. O carnaval, uma festa popular que atrai milhares de turistas sofre com o assédio de um prefeito que se divide entre a ignorância e o fundamentalismo religioso.

Porém, infelizmente, não paramos por aí, enquanto a cidade sobrevive no caos provocado pelo abandono, o Estado vem sendo asfixiado por uma gestão que estimula uma política balística, agressiva e de literal perseguição aos mais pobres.

Em um único dia dois casos de violência contra pessoas inocentes representaram de forma cruel o atual estado de desprezo a vida humana em que o Estado se encontra.

Na Vila Kenedy, comunidade carente da zona norte do Rio, um pedreiro foi morto enquanto trabalhava em uma laje. As denúncias feitas por moradores indicam a participação de policiais na morte do pedreiro. 

Em outra extremidade da cidade, dessa vez na zona oeste, na comunidade Cidade de Deus as vítimas foram diversas famílias que tiveram suas humildes casas destruídas pelo “blindado”, conhecido como “caveirão”, utilizado em operações policiais nas comunidades do Rio de janeiro. 

Desvincular os acontecimentos à forma agressiva com que o Estado é governado é se tornar insensível e já inserido no processo de desumanização acelerado que o resultado das eleições de 2018 tem resultado. 

A prática da política do revanchismo onde se sugere que a violência deve ser combatida através do princípio da reciprocidade só vem unicamente provocar mais violência. Este revanchismo exclamado pelo Estado recai como ordem aos ouvidos daqueles que são representantes legitimados para levar proteção à população. Todavia esta mesma exclamação ecoa aos ouvidos de cidadãos comuns que já despidos de humanidade aplicam a violência como forma de “justiceirismo.” 

Nesta lógica o Estado acaba sucumbindo aos desmandos de forças, poderes paralelos e ao mal entendimento do sentido da política pública de segurança.

Tanto no que se tange ao fortalecimento de forças paralelas ou ao errôneo entendimento de segurança pública a maior vítima é o pobre, o preto o favelado.

Sobre o desgoverno municipal o vitimado ainda continua sendo os mais pobres. O descaso com a cidade coloca a população sempre diante do medo e da incerteza toda vez que chove. O caos que gera engarrafamentos, transtornos no trânsito inviabiliza o comércio ainda soma-se muitas vezes às tragédias em decorrência de deslizamentos de encostas e desabamentos geralmente em áreas carentes esquecidas pelo poder público e único refúgio para um teto.

O desgoverno municipal, com sua omissão também causa vítimas, e este desgoverno também atende a uma política de exclusão e massacre aos mais pobres.

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