RJ na mira de conservadores e xerifes

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O Brasil encara de frente um duelo entre o progresso e o retrocesso, as eleições municipais que vêm movimentando o cenário politico no Brasil sofrem com a tentativa de antiprogressistas em   estabelecer o Brasil em uma escala cada vez mais retrógrada. Esta prática, como se sabe tem um resultado comprovadamente avesso a direitos e politicas públicas eficazes.

É sabido que o protagonismo desta prática, que tem como vestimenta o discurso do polido cidadão de bem, tem seu ninho no Estado do Rio de Janeiro, uma triste marca que colocou o Rio como vitrine a não ser copiada, como exemplo do que a criminalização da política, do fundamentalismo, conservadorismo e acima de tudo do sucateamento das políticas públicas, quando alinhadas, executadas e promovidas contribuem para a falência da democracia.

A disputa que se acirra no Estado do Rio, em particular na capital, ainda, apresenta descaradamente o discurso de caça, ataques e principalmente com promessas de futuras descobertas. Ora, quem não lembra da tão falada “caixa-preta” do BNDS? E agora, a caixa-preta da prefeitura!

A política que deve ter seus braços longos para alcançar, amparar e abraçar o povo com benfeitorias, nesse caso, acaba se resumindo a promessas de aberturas de baú, caixa-preta ou o fim da corrupção.

Não defendo, de forma alguma a corrupção, nem tão pouco seria contra a investigação e fiscalização, porém, o que hoje, o Rio ou o em uma dimensão mais justa, o Brasil precisa é de políticas públicas. De homens e mulheres que ao serem escolhidos como representantes do povo, assumam o compromisso de mitigar as desigualdades, e isso se faz com politicas públicas e não com promessas de perseguições.

O processo eleitoral jamais pode ser confundido, de forma alguma, com uma ocorrência policial em que a única solução apontada é a incursão, investigação, ou prisões. Visto desta forma criminaliza-se a política, ou pior assassina-se a democracia.

O modelo policialesco, de faroeste, a prática da criminalização, o discurso conservador, ferramentas utilizadas nas eleições de 2018 colocaram o Brasil em uma situação lamentável. As eleições municipais, ou melhor, seu resultado, deve vir como resposta do desejo da retomada da democracia. O protagonismo de fundamentalistas, entreguistas, e defensores de um estado policialesco deve ser banido de cidade em cidade. Esta é a oportunidade que o Brasil espera desde 2018.

O Rio, capital, hoje serve de vitrine viva para apresentarmos os resultados desta combinação fatal que é a politica com representantes de outros poderes ou patentes.

Afinal conservadorismo não combina com progresso, fundamentalismo não combina com democracia e um município faroeste, decididamente não desejamos. As eleições são para a Prefeitura e Câmara dos vereadores, não para xerifes, juízes ou pastores. O resultado lastimável de uma escolha dessas estão em um passado bem recente e no presente.

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