Rodrigo Maia e Paulo Guedes: os ministros mais perigosos do governo Bolsonaro

É necessário falar com todas as letras o nome e sobrenome daqueles que estão causando os maiores males ao país

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Em meio às pataquadas, grosserias e ilegalidades cometidas por Bolsonaro, alguns personagens vão, sorrateiramente, movendo as peças e realizando o trabalho sujo que mais interessa às elites econômicas e outros grupos de interesse que apóiam e sustentam o governo. Conforme diria o ministro da destruição do meio ambiente, Ricardo Salles, vão passando a boiada. Como a mídia corporativa, com interesses claros, não noticia como deveria, vale a pena chamar a atenção para o papel desempenhado por estas figuras.

A primeira delas é o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Enquanto o presidente da república brilha diante dos holofotes, o filho de Cesar Maia, articula e negocia tudo o que o governo envia ao Congresso Nacional, desde que represente interesse de grupos financeiros e empresariais.  É preciso lembrar que ainda no Governo Temer, o Botafogo, como era chamado pelo pessoal da Odebrecht, recebeu, articulou e encaminhou a famigerada Reforma Trabalhista, “vendida”, para a patuléia, como a solução para o desemprego que graça no país desde o golpe sofrido pela Presidenta Dilma, em cujo processo, embora ainda não ocupasse o posto atual, foi um dos mais ativos articuladores. Foi Rodrigo que esteve à frente da Emenda Constitucional, chamada emenda do teto dos gastos, merecidamente conhecida como emenda do fim do mundo, que tirou recursos da saúde, educação e investimentos sociais por 20 anos. Também abraçou e defendeu, desde a primeira hora, a Reforma da Previdência, praticamente acabando com as chances de aposentadoria para a maioria dos jovens brasileiros no futuro. Toda medida que trate de vendas de estatais, entrega de riquezas nacionais e tire direitos dos trabalhadores, é sempre recebida e pautada com presteza por ele.

Além de tudo isso, ainda tem os pedidos de impeachment contra Bolsonaro, a maioria legalmente embasados, que já somam mais de quarenta, sempre engavetados sem a menor cerimônia.

Enquanto Maia abre a porteira, Paulo Guedes passa com seus bois. Seus projetos de Robin Wood ao contrário, são sempre bem recebidos pelo presidente da Câmara dos Deputados, numa troca de passes digna de Pelé e Coutinho, só que contra os trabalhadores e o país. A Reforma da Previdência, já citada acima, a venda de ativos do país a preço de banana para os seus amigos e a granada no bolso dos funcionários públicos só foram possíveis com a ajuda de seu parceiro no Congresso Nacional.

Ao mesmo tempo em que os países civilizados socorrem suas empresas e seus trabalhadores, o Ministro da Economia se recusa a ajudar os pequenos empresários e dificulta no que pode o auxílio emergencial, conseguido a duras penas pena oposição.

Blindados pela imprensa, estes dois personagens, jamais são associados aos problemas que o país atravessa.  Não se fala nas medidas que ambos defendem e implementam, as quais precarizam os trabalhadores e vulnerabilizam os mais pobres.

É preciso jogar luz nestas cenas que se desenrolam num plano aparentemente secundário, mas decisivas para o teatro de horrores em que vive o Brasil. Estas duas figuras desempenham importantes papéis num enredo cujo final quem morre de fome, bala, raiva ou coronavírus são sempre os mais pobres.

Por tudo o que foi dito acima, é necessário falar com todas as letras o nome e sobrenome daqueles que estão causando os maiores males ao país. Num governo composto por pessoas sem compromissos com o povo, Rodrigo Maia e Paulo Guedes estão entre aqueles mais perigosos.

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