Samuel: Fidel nos ensinou que é possível resistir ao Império

Depoimento do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães são 247 sobre a morte de Fidel Castro:

                “Nesta, devemos saudade o comandante Fidel Castro por sua vida extraordinária e por sua grande contribuição aos povos do mundo e da América Latina. Na morte, avaliamos melhor a dimensão de sua vida. Um dia ele disse “a História me absolverá”. Agora, podemos dizer com certeza: a História o consagrará. A História já o consagrou.

                Devemos entender o papel de Fidel Castro na revolução cubana e na transformação de Cuba em um país soberano e exemplar, e também seu papel fundamental na luta contra o sistema imperial norte-americano, que explora os demais países, especialmente nas Américas, como suas províncias, explorando suas riquezas, seu mercado e seus povos Como agora se preparam para fazer no Brasil com o pé-sal. 

                A revolução cubana fez cessar a exploração imperialista em Cuba, que antes era província e bordel caribenhos dos Estados Unidos.  Com a revolução, Fidel  levantou o povo cubano em defesa da soberania nacional,  em busca de seu próprio destino como nação. Isso os Estados Unidos não perdoaram.  E veio o embargo, o bloqueio comercial que já dura mais de 50 anos. Outros países se entregariam totalmente com o bloqueio de algumas semanas.

                 Fidel mostrou aos países e povos irmãos da Americana Latina que outro destino era possível.  Os povos da África também lhe devem uma grande contribuição. Foi graças à presença das tropas cubanas que Angola pode resistir à investida do governo racista da África do Sul. A atenção de Fidel à  África contribuiu muito para acelerar o processo de descolonização  do conjunto de nações africanas.

                Nesta hora em que o mundo consagra Fidel como grande líder do continente, além de nos solidarizarmos com o povo cubano, devemos reconhecer sua grande lição, a de que possível resistir ao Império”.

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