Santana não prova que é verdade, mas ninguém prova que é mentira

"A utilidade de contar que ambos sabiam do caixa 2 para processos judiciais contra Lula ou Dilma é nenhuma, porque não prova nada. Prova é papel ou gravação. O resto é conversa fiada", diz o colunista do 247 Alex Solnik sobre a delação do publicitário João Santana, que foi tornada pública nesta quinta-feira, 11, pelo ministro Edson Fachin; "Mas é uma conversa fiada a serviço do mesmo objetivo perseguido pela República de Curitiba: a desmoralização de Lula, Dilma e o PT, nessa ordem"

"A utilidade de contar que ambos sabiam do caixa 2 para processos judiciais contra Lula ou Dilma é nenhuma, porque não prova nada. Prova é papel ou gravação. O resto é conversa fiada", diz o colunista do 247 Alex Solnik sobre a delação do publicitário João Santana, que foi tornada pública nesta quinta-feira, 11, pelo ministro Edson Fachin; "Mas é uma conversa fiada a serviço do mesmo objetivo perseguido pela República de Curitiba: a desmoralização de Lula, Dilma e o PT, nessa ordem"
"A utilidade de contar que ambos sabiam do caixa 2 para processos judiciais contra Lula ou Dilma é nenhuma, porque não prova nada. Prova é papel ou gravação. O resto é conversa fiada", diz o colunista do 247 Alex Solnik sobre a delação do publicitário João Santana, que foi tornada pública nesta quinta-feira, 11, pelo ministro Edson Fachin; "Mas é uma conversa fiada a serviço do mesmo objetivo perseguido pela República de Curitiba: a desmoralização de Lula, Dilma e o PT, nessa ordem" (Foto: Alex Solnik)
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   João Santana nunca vai conseguir provar que Lula ou Dilma lhe disseram mesmo o que ele disse que disseram.

   Mas, também, ninguém vai poder provar que ele mentiu.

   Quem quiser pode acreditar em Santana e então vai deduzir que Lula sabia do caixa 2 na campanha; quem não quiser acreditar, não acredita.

    São duas versões. A de Santana e a de Lula. Cada um acredita em qual quiser.

   Santana, brilhante marqueteiro, arquitetou uma saída maquiavélica: agradou a Moro, não comprometeu seu acordo de delação e nem atingiu tanto assim a Lula e a Dilma, exatamente devido ao teor duvidoso de suas delações.

   A dúvida vai permanecer.

   E, como se sabe, desde o Império Romano, “in dubio pro reu”.   

   A utilidade de contar que ambos sabiam do caixa 2 para processos judiciais contra Lula ou Dilma é nenhuma, porque não prova nada.

   Prova é papel ou gravação. O resto é conversa fiada.

   Mas é uma conversa fiada a serviço do mesmo objetivo perseguido pela República de Curitiba: a desmoralização de Lula, Dilma e o PT, nessa ordem.

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