Se bater o Lula cresce; se não bater o Haddad vence

O jornalista Alex Solnik analisa a decisão de Sergio Moro de postergar o depoimento de Lula no caso do sítio de Atibaia; "Moro e outros algozes de Lula já perceberam que ele só cresce quando tentam acuá-lo. Moro percebeu que, se mantivesse o interrogatório daria espaço para Lula aparecer como vítima em rede nacional a poucos dias da eleição. Ou seja, Moro daria palanque a seu preso particular. E dar palanque ao maior orador do país significa aumentar ainda mais a sua vantagem sobre os concorrentes", avalia

Se bater o Lula cresce; se não bater o Haddad vence
Se bater o Lula cresce; se não bater o Haddad vence (Foto: Lula Marques/Agência PT | Paulo Pinto/Agência PT)

Moro cancelou, ontem, o interrogatório de Lula marcado para 11 de setembro acerca do sitio de Atibaia. Quando agendou essa data sabia que seria às vésperas da eleição. Mas somente ontem tomou a iniciativa, alegando não querer contaminá-la. Que nada. O motivo foi outro. Moro e outros algozes de Lula já perceberam que ele só cresce quando tentam acuá-lo. Moro percebeu que, se mantivesse o interrogatório daria espaço para Lula aparecer como vítima em rede nacional a poucos dias da eleição. Ou seja, Moro daria palanque a seu preso particular. E dar palanque ao maior orador do país significa aumentar ainda mais a sua vantagem sobre os concorrentes.

Ele adiou o julgamento para tentar prejudicar Lula e não para não intoxicar as eleições. Foi uma decisão política, portanto. E que mostra a sinuca de bico em que Lula colocou seus carcereiros. Eles o prenderam, mas não conseguem afastá-lo das eleições nem de seus eleitores. A cada medida que o reprime, aumenta a campanha pela sua liberdade.

O mesmo se pode dizer dos algozes do TSE. Se barrarem Lula rapidamente – o que o rito não permite – serão acusados de parcialidade e de perseguir Lula, o que só vai ajudar a campanha do petista; se o julgamento for prolongado Lula continuará livre, leve e solto no horário gratuito da TV, conquistando novos eleitores.

Não tem jeito. Se batem em Lula, o Lula cresce; se não batem, o Haddad vence.

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