Se Padilha não cair, Temer pode ser o próximo

"Se Maquiavel fosse o assessor, recomendaria a Temer sacrificar Padilha para salvar não só as aparências, mas ele próprio e os outros. Diga ele o que quiser, silencie ou não, a opinião pública já transformou Padilha em réu. A sua permanência contamina todo o governo. Tem credibilidade para continuar?", questiona o colunista do 247 Alex Solnik sobre a situação do ministro da Casa Civil de Michel Temer; "Maquiavel diria a Temer que a chefia da Casa Civil é importante demais para ser ocupada por uma pessoa sobre a qual pesam evidências de ilícitos. 'Não se esqueça que, na fase mais aguda do Mensalão, José Dirceu teve que deixar a Casa Civil e não era réu. E Lula não caiu'", afirma

"Se Maquiavel fosse o assessor, recomendaria a Temer sacrificar Padilha para salvar não só as aparências, mas ele próprio e os outros. Diga ele o que quiser, silencie ou não, a opinião pública já transformou Padilha em réu. A sua permanência contamina todo o governo. Tem credibilidade para continuar?", questiona o colunista do 247 Alex Solnik sobre a situação do ministro da Casa Civil de Michel Temer; "Maquiavel diria a Temer que a chefia da Casa Civil é importante demais para ser ocupada por uma pessoa sobre a qual pesam evidências de ilícitos. 'Não se esqueça que, na fase mais aguda do Mensalão, José Dirceu teve que deixar a Casa Civil e não era réu. E Lula não caiu'", afirma
"Se Maquiavel fosse o assessor, recomendaria a Temer sacrificar Padilha para salvar não só as aparências, mas ele próprio e os outros. Diga ele o que quiser, silencie ou não, a opinião pública já transformou Padilha em réu. A sua permanência contamina todo o governo. Tem credibilidade para continuar?", questiona o colunista do 247 Alex Solnik sobre a situação do ministro da Casa Civil de Michel Temer; "Maquiavel diria a Temer que a chefia da Casa Civil é importante demais para ser ocupada por uma pessoa sobre a qual pesam evidências de ilícitos. 'Não se esqueça que, na fase mais aguda do Mensalão, José Dirceu teve que deixar a Casa Civil e não era réu. E Lula não caiu'", afirma (Foto: Alex Solnik)

Se não pedir demissão nem for demitido, Padilha vai comprometer ainda mais o plano original da conspiração do PMDB contra Dilma, que tinha como propósito ficar no poder não por dois anos, mas por vinte. Agora, depois dos desdobramentos da Lava Jato e das brigas internas, principalmente entre Renan e Cunha, Temer vai sair no lucro se não cair antes de completar dois.

Seus aliados, seja no ministério, seja no Congresso são abatidos diariamente pela Lava Jato e seu partido, além de perder simpatia do eleitorado vê seus principais candidatos a candidato presidencial em 2018 perderem a preferência do eleitorado.

Não há um nome do PMDB em condições de vencer nas urnas.

Nem no PSDB.

Diante dessa sinuca de bico, qual candidato os dois partidos que derrubaram Dilma vão apoiar?

Ou vai haver uma tentativa de prorrogar o mandato de Temer? Pode se excluir essa hipótese esdrúxula se o governo tem 2/3 do Congresso no bolso?

Ninguém pode negar que, enquanto a presidente Dilma jamais interferiu ou permitiu interferência na Lava Jato (provavelmente porque não tinha nada a temer), Michel Temer adotou uma atitude de enfrentamento e defesa de seus aliados (provavelmente porque tem tudo a temer).

Todos os acusados aliados a Temer, por mais cabeludas e verossímeis que sejam as acusações adotam a mesma linha de defesa já adotada há décadas por Paulo Maluf: dizem que não fizeram nada de errado e até desafiam os acusadores a provar, porque o ônus da prova é de quem acusa.

E, no caso de políticos com foro privilegiado as provas demoram tanto a aparecer que, quando aparecem, já estão mofadas.

Levando-se em conta esse retrospecto, tudo indica que 1) Padilha não vai pedir demissão para não perder o foro privilegiado; 2) não vai dar explicações à imprensa alegando que não pode falar a respeito de um caso sub-judice; 3) Temer vai bater de novo na tecla de que não demite ministros que não sejam réus e 4) a imprensa vai engolir em seco mais essa demonstração de cinismo político porque Padilha será fundamental para aprovar a nova Previdência.

No entanto, se Maquiavel fosse o assessor, recomendaria a Temer sacrificar Padilha para salvar não só as aparências, mas ele próprio e os outros. Diga ele o que quiser, silencie ou não, a opinião pública já transformou Padilha em réu. A sua permanência contamina todo o governo. Tem credibilidade para continuar?

Maquiavel diria a Temer que a chefia da Casa Civil é importante demais para ser ocupada por uma pessoa sobre a qual pesam evidências de ilícitos. "Não se esqueça que, na fase mais aguda do Mensalão, José Dirceu teve que deixar a Casa Civil e não era réu. E Lula não caiu".

Se Padilha não cair, Temer pode ser o próximo.

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