Seis juízes vão cassar 60% dos votos?

Editor do 247, o jornalista Leonardo Attuch cita os dados recentes da pesquisa Vox Populi, que apontam Lula com 41% das intenções de voto, e destaca que o Brasil vive um momento de "humilhação histórica", com líderes internacionais, artistas e juristas se manifestando contra a perseguição ao ex-presidente; "Em agosto, saberemos como os ministros do Supremo Tribunal Federal entrarão para a história. Existem apenas duas alternativas: coveiros da democracia ou restauradores da ordem constitucional", afirma

Seis juízes vão cassar 60% dos votos?
Seis juízes vão cassar 60% dos votos? (Foto: STF/Ricardo Stuckert)

A mais recente pesquisa Vox Populi, divulgada nesta quinta-feira, deixou claro que a imensa maioria do povo brasileiro só enxerga uma saída para que o país saia da maior crise de sua história: Luiz Inácio Lula da Silva. Com 41% das intenções de voto, contra 29% de todos os demais candidatos, Lula tem praticamente 60% dos votos válidos e será eleito presidente da República pela terceira vez se o Poder Judiciário não ousar agredir a soberania popular. A pesquisa também aponta que os brasileiros veem Lula como o melhor presidente da história – e também o mais perseguido.

É com esses números que Lula, que vem sendo mantido como preso político justamente para não participar das eleições, se mantém em firme na posição de reafirmar sua candidatura, que será registrada em 15 de agosto. Já se sabe o que virá depois. O Ministério Público Eleitoral ou algum partido político associado ao golpe de 2016 pedirá a impugnação de seu registro em razão da Lei da Ficha Limpa, muito embora os precedentes apontem que Lula pode, sim, disputar as eleições, enquanto houver recursos disponíveis. A discussão fatalmente chegará ao Supremo Tribunal Federal, em que uma maioria de seis ministros decidirá se Lula pode ser ou não ser candidato.

A decisão será tomada no momento em que o Brasil vive o momento de maior humilhação histórica. Com a democracia suspensa, líderes internacionais como François Hollande, Jose Luis Zapatero, Pepe Mujica e Michelle Bachelet têm denunciado ao mundo a natureza da perseguição a Lula – um sequestro estatal que visa cassar seus direitos políticos. A eles se somaram, também na semana que passou, 29 parlamentares norte-americanos. Entre eles, o senador Bernie Sanders, do Partido Democrata, que é hoje a maior liderança progressista nos Estados Unidos. "A luta contra a corrupção não deve ser usada para justificar a perseguição de opositores políticos ou negar-lhes o direito de participar livremente das eleições", diz o texto.

Ao lado da restauração democrática, estão 60% dos votos no Brasil, as maiores lideranças do mundo, os maiores juristas do Brasil e os artistas que representam a alma nacional e participarão do festival Lula Livre. Nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Martinho da Vila e Gilberto Gil. Contra Lula, estão as petroleiras internacionais, bilionários que se beneficiam com o desmonte do Estado, monopólios de comunicação, setores do Poder Judiciário, os que se alimentaram com o discurso de ódio e também os que apostam na desintegração do Brasil como nação. Em agosto, saberemos como os ministros do Supremo Tribunal Federal entrarão para a história. Existem apenas duas alternativas: coveiros da democracia ou restauradores da ordem constitucional.

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