Sem Lula no páreo eleitoral, governabilidade vai pru sal

Imbatível, segundo pesquisas eleitorais, Lula representa repúdio ao golpe e às decisões que vieram no seu bojo: destruição da economia por meio de congelamento de gastos públicos, por vinte anos, em nome de ajuste fiscal neoliberal, cujas consequências são recessão, desemprego e paralisia econômica

Imbatível, segundo pesquisas eleitorais, Lula representa repúdio ao golpe e às decisões que vieram no seu bojo: destruição da economia por meio de congelamento de gastos públicos, por vinte anos, em nome de ajuste fiscal neoliberal, cujas consequências são recessão, desemprego e paralisia econômica
Imbatível, segundo pesquisas eleitorais, Lula representa repúdio ao golpe e às decisões que vieram no seu bojo: destruição da economia por meio de congelamento de gastos públicos, por vinte anos, em nome de ajuste fiscal neoliberal, cujas consequências são recessão, desemprego e paralisia econômica (Foto: César Fonseca)

Primeiro foi o presidente ilegítimo Temer a dizer, no sábado, que melhor seria que Lula disputasse, pois, condenado, sairia vitimado; agora, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em Londres, junto com os credores, destacou, na segunda, que a melhor solução é Lula participar da eleição.

O governo, nesse posicionamento de Temer-Meirelles, caiu na real: o que lhes espera é a ingovernabilidade, caso o ex-presidente seja condenado sem provas para caracterizar o crime de que é acusado.

Estão com medo do day afeter do julgamento em Porto Alegre.

A elite, que deu o golpe, será, completamente, perdida.

Sem candidato para enfrentar Lula, não terá condições de tocar o programa econômico governamental, tamanha será a rejeição popular ao governo que apoia.

Às vésperas do julgamento, o peso da responsabilidade vai ganhando dimensão extraordinária, para um caso com projeção internacional.

A justiça brasileira, de repente, é que está sendo julgada, dada a falta de prova material do crime.

O triplex do Guarujá não está no nome do presidente; foi alienado da empreiteira OAS para empresa particular em forma de garantia por pagamento de dívida, conforme decisão de juíza em Brasilia.

E o próprio juiz Moro, que condenou Lula a 9 anos de prisão, confessou não ter certeza de que rolou troca de favores entre Lula e a OAS, em forma de propina, expressa em presente de imóvel ao ex-presidente.

Tudo é suposição, convicção, sem provas.

Dessa maneira, o processo condenatório fica sem pé nem cabeça.

Bomba atômica para a justiça nacional, que armou situação que lhe desmoraliza, por sancionar flagrante injustiça.

REALIDADE OCULTA

O que não é dito são os motivos ocultos, inconfessáveis, que estão por trás da tentativa de destruir candidatura Lula à presidência da República na eleição de outubro.

Imbatível, segundo pesquisas eleitorais, Lula representa repúdio ao golpe e às decisões que vieram no seu bojo: destruição da economia por meio de congelamento de gastos públicos, por vinte anos, em nome de ajuste fiscal neoliberal, cujas consequências são recessão, desemprego e paralisia econômica.

Trata-se de estratégia suicida, que arrasa o capitalismo nacional, tornando-o improdutivo, verdadeiro arrasa quarteirão, para que os despojos sejam apropriados pelos sanguessugas do mercado financeiro internacional, na bacia das almas.

Nunca rolou nada parecido na história do Brasil, de forma tão descarada, acompanhada de destruição dos direitos e conquistas dos trabalhadores, com as antirreformas trabalhista e previdenciária.

A primeira destrói a produtividade econômica, com aumento da jornada de trabalho e redução dos salários, combinação oposta à que seguem países capitalistas desenvolvidos, como Alemanha.

Nesse momento, os alemães se preparam para jornada de 28 horas semanais, seguida de aumento de salários, como forma de elevar a produtividade e competitividade global.

Se os empresários têm mão de obra escrava, precarizada, como impõe a antirreforma trabalhista de Temer, evidentemente, não investirão em tecnologia, que eleva produção, produtividade e competitividade.

Capitalismo improdutivo tupiniquim estará fadado ao desaparecimento.

Já a antirreforma previdenciária visa destruir o Sistema de Seguridade Social(previdência, assistência social e direito à saúde), um dos maiores programas de distribuição de renda do mundo, assegurado, constitucionalmente, como arma política social democrática, garantidora de paz social no País.

Precarização salarial e destruição das aposentadorias significam destruição de renda disponível para o consumo, que inviabilizará estabilidade econômica e produzirá concentração ainda maior da renda, elevando o subconsumismo crônico, prejudicial ao capitalismo nacional, dada ausência de mercado interno consumidor.

O sistema previdenciário se inviabilizaria e o que o substituiria, ou seja, privatização da oferta de saúde, mediante planos privados individuais, logo, logo entraria em crise como resultado do esvaziamento das forças financeiras dos trabalhadores.

Repetir-se-ia experiência da privatização chilena, um desastre.

RESISTÊNCIA AO GOLPE

Evidencia-se, portanto, o óbvio: os golpistas temem volta de Lula, porque comandaria política de resistência ao sucateamento neoliberal.

Ela impediria ganhos lucrativos extraordinários dos sanguessugas do patrimônio público, acumulado desde Getúlio Vargas, criador da CLT, Previdência Social, bancos públicos, estatais estruturantes do desenvolvimento etc, responsáveis por colocar a economia brasileira em oitavo lugar, no mundo, nos últimos 50 anos.

Lula fora do páreo deixa livre os privatistas e assaltantes da bolsa popular livre para continuar a farra, a mais recente a da quebradeira induzida da Caixa Econômica Federal, responsável por financiar programas sociais populares, como Minha Casa Minha Vida, saneamento básico etc.

No páreo, aceleraria situação oposta: aposta no social, como alavanca desenvolvimentista.

Assim, com Lula ou sem Lula, na disputa eleitoral, o governo Temer, no day after do julgamento, em Porto Alegre, enfrentará problemas de governabilidade, diante do aumento da ira popular.

Temer e Meirelles têm, portanto, amplas razões para defender a presença de Lula na eleição: sem ele, estarão condenados, s

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