Seremos nós os palestinos?

A aproximação com EUA e o estreitamento das relações com Israel, para um governo com características totalmente antipopulares, não são obras do acaso. O que eles podem oferecer ao governo que está aí?

Seremos nós os palestinos?
Seremos nós os palestinos? (Foto: Alan Santos/PR)

Aos poucos começam a se delinear as verdadeiras intenções do bolsonarismo.

A aproximação com EUA e o estreitamento das relações com Israel, para um governo com características totalmente antipopulares, não são obras do acaso.

O que eles podem oferecer ao governo que está aí?

Com Trump, as questões econômicas e de logística de manipulação das informações estão claras. Mas com Israel, o que entra, além da obsessão dos evangélicos petencostais com a profecia e aquela região?

Pois está aí uma grande questão a se avaliar. Qual é a grande especialidade de Israel? A repressão. Desde as ações terroristas de Mossad até as repressões nos territórios ocupados, com máquinas e homens preparados para prender, reprimir e matar.

Num governo que deve jogar muita gente nas pobreza, o que salta aos olhos são estas movimentações com a extrema direita mundial.

Existe aí, nesses movimentos, mais política do que podemos pensar de um presidente imbecil.

Temer já havia acabado com muitos direitos dos trabalhadores, com Bozo eles chegarão ao limite da desestruturação do pouco conquistamos de estado bem estar social nos governos democráticos e populares petistas.

Quando isso acontece, os problemas sociais se agravam. E quando isso é levado ao extremo, como quer Bolsonaro e seus seguidores, há uma tendência de recrudescimento do aparato do Estado, que detém o monopólio da força, contra os movimentos sociais.

E então entram os israelenses com sua logística de combate dentro de fronteiras. O Estado que está se construindo é para poucos. Nesse sentido, todos os desassistidos por ele serão passíveis da repressão deste mesmo Estado.

O pacote de Moro vem no sentido de transformar os pobres e aqueles que vivem à margem da sociedade em bandidos passíveis de extermínio com discurso anticorrupção.

Há uma lógica insana nesse tipo de estratégia e comportamento, por isso a nossa resistência será fundamental. Dela depende a nossa existência e de futuras gerações em um país livre, com igualdade de oportunidade para todos. Eles não estão para brincadeira e precisamos estar alertas e vigilantes.

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