Só espero que Bolsonaro não mande o Exército apreender as urnas

"Tal como Bolsonaro, Trump já anunciava, antes da votação, que haveria fraude se perdesse", escreve Alex Solnik

www.brasil247.com - Jair Bolsonaro, urnas eletrônicas e Forças Armadas
Jair Bolsonaro, urnas eletrônicas e Forças Armadas (Foto: Alan Santos/PR | ABr)


Por Alex Solnik

Todas as pesquisas indicam que Bolsonaro não vai se reeleger. Bolsonaro repete o mantra de que só não vai se reeleger se houver fraude. É certo, portanto, que ele não vai aceitar o resultado adverso. Vai reagir a seu modo, partindo para o ataque.   

Discípulo de Trump, deverá seguir o roteiro inaugurado pelo mestre, cuja participação na invasão do Capitólio, a fracassada operação de 6 de janeiro de 2021, começa a ser julgada hoje, em Washington. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tal como Bolsonaro, Trump já anunciava, antes da votação, que haveria fraude se perdesse. Constatada a derrota, jamais admitida, várias cartas foram postas na sua mesa pelos conselheiros com o fim de revertê-la. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma delas: comandante-em-chefe das Forças Armadas que era, poderia ordenar ao Exército a apreensão das urnas. 

Trump não topou. Poderia ser o estopim de uma guerra civil. Preferiu contratar um exército de advogados para contestar os resultados, estado por estado, cidade por cidade. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E ainda fez comícios estimulando adeptos a protestar contra o resultado supostamente fraudulento. Sem jamais apresentar provas, pois teorias da conspiração prescindem delas. 

Além disso, pressionou seu vice - que é também presidente do Senado - a recusar a carimbar o resultado.

O voto impresso ajudou na sua campanha difamatória. Por isso, Bolsonaro insistiu tanto nele. Com voto eletrônico a apuração é rápida, leva algumas horas. A contagem dos votos impressos pode levar dias, e até semanas, o que abre espaço para todo tipo de narrativas e contestações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O roteiro, já que Bolsonaro também é orientado por Steve Bannon tal como foi Trump, deverá ser mais ou menos o seguinte: 1) assim que a vitória de Lula for anunciada pelo TSE, seja no primeiro turno, seja no segundo, ele vai contestar o resultado; 2) um batalhão de advogados irá vasculhar tudo o que for possível para comprovar a tese do presidente; 3) ele vai estimular protestos contra o resultado nas maiores cidades, tentando anular as eleições na marra e 4) não vai passar a faixa presidencial.

Só espero que, como comandante-em-chefe das Forças Armadas, não mande o Exército apreender as urnas.

E, se mandar, o Exército não o obedeça.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O conhecimento liberta. Quero ser membro. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cortes 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email