Sobre Jean Wyllys defensor do Estado de Israel

Jean Wyllys acerta quando faz análise sobre o golpe que está em curso no Brasil, mas peca ao falar sobre Oriente Médio e América Latina, tece palmas ao sionismo que ele e os trumpetes chamam de única democracia no oriente médio

Jean Wyllys acerta quando faz análise sobre o golpe que está em curso no Brasil, mas peca ao falar sobre Oriente Médio e América Latina, tece palmas ao sionismo que ele e os trumpetes chamam de única democracia no oriente médio
Jean Wyllys acerta quando faz análise sobre o golpe que está em curso no Brasil, mas peca ao falar sobre Oriente Médio e América Latina, tece palmas ao sionismo que ele e os trumpetes chamam de única democracia no oriente médio (Foto: Igor Santos)

''Quem estará nas trincheiras ao teu lado?

‐ E isso importa?

‐ Mais do que a própria guerra."

Hemingway


Jean Wyllys acerta quando faz análise sobre o golpe que está em curso no Brasil, mas peca ao falar sobre Oriente Médio e América Latina, tece palmas ao sionismo que ele e os trumpetes chamam de única democracia no oriente médio, critica Bolívia, Venezuela e Equador chamando os mesmo de ditaduras ou regimes autoritários - ai fica ao gosto do George Soros. Nesse sentido, Jean pode não possuir uma posição igual, mas ao menos parecida com a de seu principal antagonista no parlamento, Bolsonaro também costuma chamar Venezuela e Bolívia de ditaduras. Lembro de um professor de ciências politicas que vez ou outra nos dizia não haver coincidência no parlamento.

Não me espanta posturas tão risíveis vindo de onde vem, assim como não me espantou o grau de histeria de Luciana Genro (a mesma que apoia as arbitrariedades da Lava Jato e Sergio Moro) ao chamar Maduro de ditador e ter delírios com as chamadas revoluções coloridas, a verde que trouxe a irmandade muçulmana ao Egito, tirou Kadaff (um dos lideres de estado mais fashion da historia da humanidade) do poder na Líbia e semeou o "estado islâmico" por boa parte do norte da africa, Iraque, Curdistão e africa oriental, foi também uma revolução colorida que levou os neonazistas do bandera ao governo na Ucrânia e coisa de pouco tempo atrás tentou um golpe de estado na Turquia.

Aos que estão se deliciando com a sanha de Jean em defender o sionismo sob o espantalho do antissemitismo, recomendo que se atenham ao nosso Brasil e as deformas de Temer. Para os mais chegados em conjuntura internacional recomendo que voltem seus olhos aos nossos vizinhos venezuelanos que podem dentro de dois ou três meses sofrerem uma intervenção militar estadunidense ou do black waters - grupo mercenário colateral da cia.

Nós temos muito mais coisas para pensar e agir que ficarmos entrando em debate com uma especie de ''esquerda'' que não tem chão nas fabricas, nas associações de bairro e no mundo real. Não quero que prendam Lula, foi Lula quem tirou o Brasil do mapa da fome, quem levou nosso país ao status de potencia internacional e não apenas capacho regional dos yankees. Me interessa o mundo real e no mundo real ninguém liga pra Luciana Genro e seus ataques de cinismo, muito menos pro vira-latismo sionista do Wyllys. Politica meus queridos e queridas é feijão e arroz no prato da dona maria lá da vila carioca, como bem disse um certo torneiro mecânico que se tornou presidente.

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