Sou contra a corrupção! Sou a favor da democracia!

Da mesma forma que não podemos aceitar que se desvie dinheiro público para fins espúrios, não podemos aceitar que instituições passem por cima da Constituição e das leis com base em falsas acusações e ilações para desestabilizar a sociedade, para inflar os ânimos com injustiças

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Combater a corrupção é um dever não apenas de todo governante, mas de todos os cidadãos. Não há dúvida de que qualquer desvio de dinheiro público deve ser investigado e punido de acordo com a lei. O que não pode ser tolerado é a transformação de propagadas ações de combate à corrupção em uma campanha com o objetivo de corromper a democracia no país.

Da mesma forma que não podemos aceitar que se desvie dinheiro público para fins espúrios, não podemos aceitar que instituições passem por cima da Constituição e das leis com base em falsas acusações e ilações para desestabilizar a sociedade, para inflar os ânimos com injustiças.

Utilizar-se de vazamentos ilegais, suspeitas não comprovadas e falsas acusações para arquitetar e levar adiante o pedido de afastamento de uma presidenta que não cometeu nenhum deslize na administração pública é um crime contra a democracia. Potencializar esta manobra política imoral com uma campanha midiática na qual os fatos são distorcidos e as informações manipuladas é um atentado à sociedade brasileira.

A quebra de regras democráticas como a manutenção de um mandato obtido legitimamente através do voto popular - sem que tenha havido prática de crime - tem o poder de levar a nação a um futuro nebuloso, no qual a segurança e a estabilidade das instituições obtidas nestes 31 anos de redemocratização passarão a correr sério risco. Defender o impeachment de Dilma é assinar um cheque em branco para a desestabilização política no Brasil e a conta poderá ser muito mais alta do que se pode imaginar.

Ninguém tem a ganhar com a quebra das regras democráticas, por isso estarei ao lado dos que lutam contra este pedido de impeachment que não possui qualquer base legal e, dessa forma não é mais do que um golpe de Estado contra uma presidenta eleita pelo povo em eleições justas e democráticas. Estarei ao lado daqueles que defendem a disputa política dentro das regras, cobram imparcialidade das instituições e, acima de tudo, acreditam ser a democracia e a Constituição de 1988 conquistas históricas do povo brasileiro e que precisam ser respeitadas e defendidas.

Não há jogo sem regras e as regras devem ser respeitadas. E nesse caso a regra número um é aceitar a legitimidade do voto popular.

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