STF amedrontado ou generais fora da lei?

"Mais importante que cobrar coragem (ou cumprimento da constituição) do STF é exigir que os generais se comportem dentro dos limites legais", avalia o jornalista Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia

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Por Alex Solnik, para o Jornalistas pela Democracia 

Não há dúvida que o julgamento da suspeição de Moro no processo kafkiano do ex-presidente Lula foi adiado por pressão de dois generais que fazem parte do governo: Villas Boas e Augusto Heleno. Um governo militar-evangélico, diga-se.

  O primeiro é o autor de um ultimatum ao STF no dia do julgamento do habeas corpus de Lula, no ano passado e o segundo protagonizou um showzinho antidemocrático ao proclamar que Lula merecia prisão perpétua, o que não existe no código penal brasileiro.

  Não se sabe se esses dois generais falam ou não em nome do Exército. A princípio, não, já que ambos estão na reserva. Mas expressam segundo especialistas a voz dos quarteis.

  Falando ou não em nome do Exército brasileiro, esses dois generais, atualmente fazendo parte do Poder Executivo estão pressionando o Poder Judiciário, o que é expressamente proibido pela constituição.

  Eles atuaram ao arrepio da lei e suas atuações repercutem e acuam determinados ministros do STF, a começar de Cármen Lúcia, que colocou o julgamento da suspeição de Moro como último item da reunião de amanhã, o que levou Gilmar Mendes a pedir o adiamento.

  Mais importante que cobrar coragem (ou cumprimento da constituição) do STF é exigir que os generais se comportem dentro dos limites legais.






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