Tecendo destinos

Não se altera a política nacional com aventuras, contorcionismos e malabarismos; é que o país não é um circo, nossos problemas não são brincadeiras e não pode haver qualquer sorte de governo sem planejamento prévio e com inteligência social, técnica e democrática que o faça. A vida nacional não é um armarinho de secos e molhados onde a gente escolhe isso e aquilo, paga, vai embora e volta quando bem entende

Michel Temer
Michel Temer (Foto: Ângelo Cavalcante)

Não se muda os rumos de uma nação como se estivéssemos a trocar de roupa; o país não é um guarda-roupa, nosso futuro comum não é um varal estendido na espera de bom sol e; nossas possibilidades não estão devida e harmonicamente dispostas tal qual roupas nas gavetas de um armário.

Não se altera a política nacional com aventuras, contorcionismos e malabarismos; é que o país não é um circo, nossos problemas não são brincadeiras e não pode haver qualquer sorte de governo sem planejamento prévio e com inteligência social, técnica e democrática que o faça.

A vida nacional não é um armarinho de secos e molhados onde a gente escolhe isso e aquilo, paga, vai embora e volta quando bem entende. A vida em um país é uma totalidade, sem intervalos, pausas ou férias da nacionalidade, de suas culturas e tradições. Não se pede férias do Brasil porque é impossível deixar o Brasil; saindo daqui para a Cochinchina, Nárnia ou Pasárgada ele vai em você, em seu corpo, no sangue que corre em suas veias, em suas lembranças, expressões e sensibilidades.

A economia de um país não se realiza com benzeduras, simpatias ou frases de efeito. O melhor da criatividade de um governo é casar potencialidades nacionais, acionar e agilizar suas dinâmicas na produção de valor e que, por sinal, não pode ficar estancado em poucas mãos, ao contrário, é sua fluência, sua circularidade e socialização no movimento por compor novos padrões e hábitos de consumo que gera replicações e mais ampliações e que dizem respeito ao futuro nacional.

Harmonizar e realinhar as energias nacionais em prol da própria nação não se dá por meio de falácias, sofismas e manipulações, bem diferente disso, o país é sensível e carece da verdade, da sinceridade e de muita unidade para desprender-se, erguer-se e seguir sua marcha rumo a si mesmo, do seu futuro e o melhor de suas pretensões. Ou se busca a si mesmo ou não vai se achar! Faremos o nosso destino ou nada faremos!

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