Temer não tem como continuar

"Está ficando claro que ninguém aguenta mais o Temer. Nem os caminhoneiros, nem seus aliados, nem a turma do STF, nem o mercado, nem a turma do Pato Amarelo, nem a esquerda, nem a direita, nem a imprensa golpista, nem a população em geral", diz o colunista Alex Solnik; "Não tenho dúvida de que a sua retirada do Planalto já é assunto de debates. O caminho constitucional seria a chefe do PGR apresentar a terceira denúncia contra ele e o Congresso aprová-la"

www.brasil247.com - São Paulo - Presidente Michel Temer participa da abertura da 18ª Conferência Anual Santander (Beto Barata/PR)
São Paulo - Presidente Michel Temer participa da abertura da 18ª Conferência Anual Santander (Beto Barata/PR) (Foto: Alex Solnik)


Está ficando claro que ninguém aguenta mais o Temer. Nem os caminhoneiros, nem seus aliados, nem a turma do STF, nem o mercado, nem a turma do Pato Amarelo, nem a esquerda, nem a direita, nem a imprensa golpista, nem a população em geral. Noventa e cinco por cento desaprovam a forma como ele conduziu a greve e que não consegue debelar.

Forma-se o consenso, da população a todas as esferas de poder político e econômico de que é preciso removê-lo. Resta saber como.

Não tenho dúvida de que a sua retirada do Planalto já é assunto de debates. O caminho constitucional seria a chefe do PGR apresentar a terceira denúncia contra ele e o Congresso aprová-la.

Mas há outras formas de ele sair. O fato é que ele não tem mais como continuar.

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Em outras situações de impasse como esse recorreu-se aos militares e aos religiosos.

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Em 1930, quando Washington Luís se recusava a sair do palácio mesmo cercado pelas tropas de Getúlio, aclamadas pelos cariocas que não aguentavam mais o "barbado", a maior autoridade religiosa do país, o cardeal Mota foi escalado para demovê-lo, no que foi bem-sucedido.

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O presidente deixou o palácio na companhia do cardeal, rumo ao forte de Copacabana, onde ficou preso por seis meses.

Em 1946, pressionados pelo governo americano, os generais instaram Getúlio a se retirar do poder, sem alarde, porque, como alegavam, os tempos eram outros, a ditadura saíra de moda.

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