Temer nas cordas: ou derruba preços ou derruba Parente

Os caminhoneiros "querem o fim da insana política de preços praticada pela Petrobrás desde que Pedro Parente assumiu a presidência, com aumentos praticamente diários, que transformaram o Brasil no país da segunda gasolina mais cara do mundo, apesar de ser um dos 20 maiores produtores", diz o colunista Alex Solnik; "Os caminhoneiros colocaram Temer nas cordas. Ou ele derruba os preços dos combustíveis ou derruba Parente"

Os caminhoneiros "querem o fim da insana política de preços praticada pela Petrobrás desde que Pedro Parente assumiu a presidência, com aumentos praticamente diários, que transformaram o Brasil no país da segunda gasolina mais cara do mundo, apesar de ser um dos 20 maiores produtores", diz o colunista Alex Solnik; "Os caminhoneiros colocaram Temer nas cordas. Ou ele derruba os preços dos combustíveis ou derruba Parente"
Os caminhoneiros "querem o fim da insana política de preços praticada pela Petrobrás desde que Pedro Parente assumiu a presidência, com aumentos praticamente diários, que transformaram o Brasil no país da segunda gasolina mais cara do mundo, apesar de ser um dos 20 maiores produtores", diz o colunista Alex Solnik; "Os caminhoneiros colocaram Temer nas cordas. Ou ele derruba os preços dos combustíveis ou derruba Parente" (Foto: Alex Solnik)

O líder dos caminhoneiros, José da Fonseca Lopes, presidente da Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam) deu um ultimatum a Temer. Ele disse à rádio CBN, agora há pouco, que a paralisação dos caminhoneiros somente será suspensa se o Senado aprovar, ainda nesta quinta-feira, até às 14h, o projeto que elimina a cobrança de PIS/Cofins sobre o diesel até o fim do ano:

"Se na reunião de hoje, às 14h, o ministro Padilha e os ministros participantes anunciarem 'está aqui, o presidente assinou', aí o movimento é suspenso. Não é só do óleo diesel que tem que tirar PIS/Cofins. Tem que tirar dos combustíveis. É o que nós esperamos hoje".

A declaração traz um certo alívio e afasta momentaneamente nuvens negras que se formam no horizonte sempre que a expressão "greve de caminhoneiros" vem à tona.

Imediatamente nos lembramos do que ocorreu no Chile em setembro de 1973, quando uma greve de caminhoneiros abriu caminho ao infame movimento militar que derrubou o presidente socialista eleito Salvador Allende e instalou uma sangrenta ditadura, com execuções sumárias no Estádio Nacional de Santiago.

Mas, como bem lembrou Ricardo Noblat, hoje, em seu blog, Temer não corre risco de virar Allende por dois motivos: não foi eleito, nem é de esquerda.

Os caminhoneiros não querem derrubar Temer, estão alinhados ideologicamente a ele, o que eles querem é derrubar os preços dos combustíveis. Querem o fim da insana política de preços praticada pela Petrobrás desde que Pedro Parente assumiu a presidência, com aumentos praticamente diários, que transformaram o Brasil no país da segunda gasolina mais cara do mundo, apesar de ser um dos 20 maiores produtores.

No entanto, nada impede que um movimento dessas proporções e que ameaça de fato, junto com ele, paralisar o país possa transbordar para uma greve política, no embalo do embate ideológico acirrado que se verifica no Brasil.

Para responder ao ultimatum, Temer pode fazer duas coisas: ou parte para o enfrentamento, mandando desbloquear as estradas à força, o que poderia provocar consequências imprevisíveis e mais desgaste ou cede aos caminhoneiros e derruba os preços dos combustíveis além da proposta de ontem de Parente de cortar 10% do óleo diesel por 15 dias.

Os caminhoneiros colocaram Temer nas cordas. Ou ele derruba os preços dos combustíveis ou derruba Parente.

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