Temos um verdadeiro fake.gov.

"Dá pra acreditar nesse governo? Não dá. Aliás, deveria ser obrigatório escrever sempre entre aspas: 'governo'", diz o colunista Hayle Gadelha; "Um exemplo é o estardalhaço feito com o 'açoite em praça pública' que foi dado pelo presidente da República em Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência). Só dá para concluir que foi tudo fake, foi um açoite fake feito por um presidente da República (!), claro que foi"; "Eles todos parecem um bando de amadores batendo cabeça, sem saber o que fazer com o governo que têm nas mãos. Mas ninguém se iluda. Essa imagem também é fake"  

Temos um verdadeiro fake.gov.
Temos um verdadeiro fake.gov. (Foto: Esq.: Marcelo Camargo - ABR / Dir.: Marcos Corrêa - PR)

Dá pra acreditar nesse governo? Não dá. Aliás, deveria ser obrigatório escrever sempre entre aspas: “governo”. Um exemplo é o estardalhaço feito com o “açoite em praça pública” que foi dado pelo presidente da República em Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência). Só dá para concluir que foi tudo fake, foi um açoite fake feito por um presidente da República (!), claro que foi.

Ou será que alguém em sã consciência teria a coragem de afirmar que o candidato Jair Bolsonaro, deputado federal por sete mandatos, com filhos também políticos, não tinha conhecimento do esquema de candidatura que seu partido montou? Difícil acreditar nisso, muuuuuiiiiiittttoooo difícil.

Será que o Bebianno, na época presidente do PSL, o partido de Bolsonaro, estava bebbiano demais e por isso não percebeu que a candidata Maria de Lourdes Paixão era fake e que não teria condições de ter apenas 274 votos com os R$ 400 mil de dinheiro público que recebeu na eleição de 2018? Ora, me poupem! Não dá para acreditar em nada, absolutamente nada, deste governo. Quer outro exemplo? Leia a manchete “Moro se nega a responder se teve reunião com Taurus e alega privacidade” – e consiga ficar sem morrer de rir. Como lembra a reportagem, como pode uma pessoa pública (e bota pública nisso!), ministro da Justiça e da Segurança Pública, como é o caso de Sergio Moro, recorrer à privacidade para não ter que responder se houve ou não houve reunião secreta com representantes da fabricante de armas Taurus e qual seria a pauta do encontro?!?!?!????!!.

Foi preciso que o PSOL, baseado na Lei de Acesso à Informação, solicitasse registros de entrada e saída de Sérgio Castilho Sgrillo Filho, diretor de relações com investidores da Taurus, e Salesio Nuhs, presidente da empresa, durante o mês de janeiro e início de fevereiro. Só assim foi possível saber que o povo da Taurus Armas se reuniu com Marco Rassier, chefe de gabinete do ministro Onix Lorenzoni, da Casa Civil.

Mais tarde, Moro negou ter se reunido com representantes da Taurus e disse que a nota elaborada pelo ministério em resposta ao PSOL "nem passou" pelo seu gabinete.

Eles todos parecem um bando de amadores batendo cabeça, sem saber o que fazer com o governo que têm nas mãos. Mas ninguém se iluda. Essa imagem também é fake. A verdade verdadeira é que eles são profissionais em fake news. Deveriam se apresentar como “jair.gov.fake” – nada mais feique...

 

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