Terra da mentira

Que a verdade vem à baila hoje e sempre e, notadamente, no processo de impeachment, para mostrar à sociedade que a mentira tem perna curta e que o povo acordado é livre e soberano para dispor sobre seus governantes

Brasil, terra da mentira, falso ou verdadeiro, cada um tem, de bate pronto, a sua resposta.

O episódio dantesco com os nadadores norte-americanos nos dá uma noção e boa realidade sobre o que acontece na nossa pátria.

Enquanto, livre e despreocupadamente, disseram que foram vitimas de assalto à mão armada, provavelmente queriam significar que os seguranças de um estabelecimento comercial não deixaram partir antes que ressarcissem os danos, uma espécie de justiça de mãos próprias, considerando que nem sequer falavam a língua ou propriamente entendiam o que se passava depois de danificarem o banheiro ao qual tiveram acesso.

Passadas e medidas as circunstâncias, podemos considerar que o povo brasileiro, ao longo dos anos, vem sendo ludibriado, enganado e os nossos políticos mentem aberta, desabrida e deslavadamente, não há outra conclusão a ser extraída do contexto.

De quatro em quatro anos, vêm pedir nosso voto, batem e dão tapinhas nas costas, entram em qualquer muquifo e sorriem como se tivessem saído da cadeira do dentista ou feito clareamento, afora os botox da vida e as múltiplas plásticas, mas tudo bem até ai, o pior virá depois.

Pensando bem, a maioria das Prefeituras endividadas e falidas e tantos candidatos na disputa, o filão deve ser para lá de bom, e quanta mordomia para os alcaides e edis eleitos.

O voto deveria ser misto e proporcional, a exemplo, em cada subprefeitura, teríamos um número de Vereadores de acordo com o tamanho dos bairros e população e, duas vezes por, semana todos eles fariam o Plenário na Câmara para tratar de questões mais amplas e que solicitassem o debate, na aprovação da lei de ocupação do solo, planejamento urbano, impostos e tributação, enfim, aquilo que, de perto, atingisse a coletividade.

No lamentável caso da mentira que afoga os nadadores, o perfil que se tem é, ineludivelmente, que somos acostumados à mentira e aqui a pena é branda, ao contrario do direito norte-americano, que pune exemplarmente o perjúrio e já coloca o réu com roupa de condenado e isso, além de algemá-lo.

Aqui entre nós, prevalece o espírito do brasileiro bonzinho, algemar só em ultima hipótese, prender, talvez, após o trânsito em julgado, e fica aquela parafernália do prende e solta que a população nada compreende.

E mais, nos EUA, quando há empate na decisão, prevalece aquela da corte inferior e, no Brasil, país jabuticaba, se ocorrer o empate, aplica-se o principio in dubio pro reo e não pro societatis.

O crime envolve o surrupio de milhões de reais, a vítima é a sociedade, o próprio erário, mas, havendo o empate técnico, vamos soltar, porque não há risco, bastariam algumas medidas de segurança, com ou sem tornozeleira, que o meliante saberá reavaliar seu olho clínico para respeitar aos contribuintes e não desfalecer o serviço público.

Sim, somos a terra prometida da mentira em que nossos políticos, costumeira, habitual e sistematicamente, nas suas campanhas, jogam o marketing e pintam o arco-íris com sete cores, as mais belas, mas logo que assumem, mudam o discurso e falam que poderão aumentar impostos, criar novos tributos e o que prometeram não era bem assim, somente para o tempo de discurso e enganação do eleitor.

Dessa forma, em países emergentes, a mentira é uma verdade, uma realidade que não se mostra atrofiada, mas sim viva nas consciências das pessoas, da sociedade e, sobretudo, no conjunto da maioria dos políticos, os quais sobrevivem com altos estipêndios e dão um retorno pífio à sociedade.

Em todo esse retrato, o substancial é expressar a verdade, já que a mentira se tornou rotina, não apenas no âmbito político, policial, do processo em si, e nas empresas que fazem aportes de propinas para vencerem concorrências públicas.

Enquanto continuarmos com a mentalidade subdesenvolvida da terra da mentira, seremos um País de terceiro mundo e os estrangeiros, que já tem uma imagem distorcida do Brasil, propagarão mais e melhor suas inverdades como forma de contribuir para estragar o sonho e o futuro de gerações.

Que a verdade vem à baila hoje e sempre e, notadamente, no processo de impeachment, para mostrar à sociedade que a mentira tem perna curta e que o povo acordado é livre e soberano para dispor sobre seus governantes.

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