Tiros e mais tiros pela culatra

A direita fez e aconteceu! Conforme tudo indica, Temer irá concluir sua missão de desmonte das frações restantes de Estado social e, ao fim de 2018, entregará um país desassistido, enfraquecido e com indicadores sociais que nos ombreia com Haiti, Honduras ou Trinidad y Tobago

O principal efeito colateral do golpeamento de 2016 é a dramática e ao menos risível situação da direita que definitivamente não tem e não terá nome para chamar de seu para 2018, aliás; bem pior do que isso, é que ela não tem discurso. Tem que para o 2018 mais do que uma eleição (se é que a teremos!) testemunharemos, de fato, o principal e mais tumultuado embate político-eleitoral da história política brasileira.

Já antevejo um derrame de mágoas e ressentimentos que não irá salvar ninguém. Não terá marketing para resguardar o que está por vir. Que processos eleitorais no Brasil são, linhas gerais, uma passarela de mentiras e baixarias, isso não é novidade mas, sinceramente, o que se avizinha para o incerto 2018... Não tem nome.

A direita fez e aconteceu! Conforme tudo indica, Temer irá concluir sua missão de desmonte das frações restantes de Estado social e, ao fim de 2018, entregará um país desassistido, enfraquecido e com indicadores sociais que nos ombreia com Haiti, Honduras ou Trinidad y Tobago. De fato, essa interpretação não será do governo, ao contrário, a cantilena oficial é a de que o país, enfim, está engrenado e com sua macroeconomia azeitada para sermos o eterno e melancólico "país do futuro".

Até o findar desta noite de domingo, treze de agosto, o governo segue na dúvida se a meta fiscal (leia-se rombo fiscal!) será de 159 bilhões de reais ou de 170 bilhões de reais negativos. De qualquer sorte, para Temer... Tanto fez e tanto faz porque ao fim, faz o que seus patrões da banca determinam. Dessa sangria desatada o golpista-mor já emplaca inexoravelmente, 300 bilhões de rombo orçamentário em seus dois anos. Não há nada igual na contabilidade pública da história brasileira.

E no exato tempo e sincronia em que as universidades públicas já anunciam que só funcionam até setembro deste corrente ano; onde mais de meio milhão de beneficiados do muito importante Programa Bolsa-Família (PBF) são excluídos sem qualquer critério ou observância técnica o que, evidentemente, atinge frontalmente as economias dos rincões do país e; onde programas fundamentais e vitais como o "Farmácia Popular", simplesmente, desaparecem pela ordem e insanidade de Temer e respectivo bando.

Pior impossível! É com essa carga "modernizante" que a direita peemedebista-demo-tucana terá que ver-se para os pleitos de 2018 (?). Não é por um acaso que todas as fichas estão, desde agora, sendo testadas e aferidas! Do "gestor" João Doria, passando pela saída sem noção do "distritão/guetão" até ao remendo do "parlamentarismo" de última hora... Tudo está valendo porque ao fim, o importante, todos sabemos, é impedir o retorno da esquerda ao poder!

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