Tortura nunca mais

O Brasil está de volta às trevas. Com que nome podemos qualificar senão com o de tortura ao tratamento dado pela Polícia Militar do DF aos manifestantes que tomaram a Esplanada dos Ministérios na terça, 29, em protesto contra a aprovação da PEC 55?

O Brasil está de volta às trevas. Com que nome podemos qualificar senão com o de tortura ao tratamento dado pela Polícia Militar do DF aos manifestantes que tomaram a Esplanada dos Ministérios na terça, 29, em protesto contra a aprovação da PEC 55?
O Brasil está de volta às trevas. Com que nome podemos qualificar senão com o de tortura ao tratamento dado pela Polícia Militar do DF aos manifestantes que tomaram a Esplanada dos Ministérios na terça, 29, em protesto contra a aprovação da PEC 55? (Foto: Chico Vigilante)

O Brasil está de volta às trevas. Com que nome podemos qualificar senão com o de tortura ao tratamento dado pela Polícia Militar do DF aos manifestantes que tomaram a Esplanada dos Ministérios na terça, 29, em protesto contra a aprovação da PEC 55?

Homens, mulheres, jovens e adultos, funcionários públicos, professores, donas de casa, sindicalistas, presos, desmaiados, sufocando, vomitando, correndo de balas de borracha, do spray de pimenta, das bombas de gás lacrimogênio.

A mais larga e poderosa esplanada da nação se transformou em palco de batalhas desiguais, onde a truculência, os cassetetes, as algemas e as armas químicas eram usadas indiscriminadamente contra cidadãos brasileiros, em seu pleno direito de manifestação.

As fotos desta praça de guerra nao foram mostradas em sua real extensão pela grande mídia e poderão se repetir a qualquer momento.

Os governadores e seus comandantes das polícias civil e militar de todo o país devem parar para pensar nas consequências dessa escalada de repressão.

O brasileiro não aceita mais ser enganado. Muitos daqueles que lutaram pelo impeachment de Dilma estão percebendo que foram enganados, que a bandeira de luta contra a corrupção era uma farsa e que exatamente os corruptos instalados no poder fazem de tudo para manter seus privilégios.

Senhor presidente da República golpista, senhores governadores, senhores comandantes, um povo acuado humilhado, injustiçado, não tem muito o que perder.

A indignação nacional vai lotar as ruas. Se em meio à ira da multidão e suas bandeiras o sangue correr a culpa será de quem comanda este espetáculo cruel.

Seus filhos e netos não os perdoarão. Tendo vivido os horrores da ditadura muitos dos que hoje apoiam o golpe e a repressão, com certeza não se importam de entrar para a história como algozes.

Estamos do lado oposto. Lutamos para que o Brasil não necessite reescrever capítulos como o Projeto Brasil: Nunca Mais produzido clandestinamente entre 1979 e 1985, período final do regime militar no Brasil, por Dom Paulo Evaristo Arns, Rabino Henry Sobel, e o Pastor presbiteriano Jaime Wright.

O que os representantes das principais igrejas no Brasil sonhavam que o Brasil não tivesse nunca mais há 30 anos?

Repressão às liberdades democráticas, tortura, perseguições, assassinatos, e desaparecimentos como os ocorridos entre 1961 e 1979 no país, com denúncias constantes em mais de um milhão de páginas de 707 processos do Superior Tribunal Militar (STM).

Graças ao avanço tecnológico, a internet mostra hoje ao vivo o que acontece nas ruas. Cada maldade, cada truculência, cada desrespeito é gravado e enviado ao mundo.

Quem planta vento colhe tempestade. O golpista Temer e seus aliados estão colhendo o que semearam.

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