Trégua de Natal

O Brasil e os brasileiros precisam de uma trégua de maneira a assegurar o pleno funcionamento das instituições favorecer a retomada da economia; "Enquanto Legislativo, Executivo e Judiciário continuarem jogando pedras uns nos outros não haverá como reverter a debacle econômica. A prioridade é essa e não deve ser tarefa somente do governo", destaca o colunista do Brasil 247 Alex Solnik; "Temer poderia iniciar o processo de trégua retirando da pauta a PEC dos Gastos Públicos. E a insana reforma do Ensino Médio. E a reforma da Previdência", destaca; ele também lembra que a população não precisa "colocar mais lenha na fogueira"; mas fica o alerta: "A crise foi criada e tem que ser resolvida pelos políticos"  

Brasília - Manifestantes entram em confronto com a polícia em frente ao Congresso Nacional (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília - Manifestantes entram em confronto com a polícia em frente ao Congresso Nacional (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Alex Solnik)

Como ocorre em todas as guerras, a guerra brasileira precisa de uma trégua de Natal.

É necessário que se deponha armas onde quer que elas estejam, apontadas para quem estejam.

É necessário parar esse trem sem maquinista e sem freios.

Enquanto Legislativo, Executivo e Judiciário continuarem jogando pedras uns nos outros não haverá como reverter a debacle econômica.

A prioridade é essa e não deve ser tarefa somente do governo.

Mas também do governo.

Tal como já recuou tantas vezes, a última hoje mesmo, ao finalmente decidir comparecer ao velório da Chapecoense, Temer poderia iniciar o processo de trégua retirando da pauta a PEC dos Gastos Públicos.

E a insana reforma do Ensino Médio.

E a reforma da Previdência.

Sergio Moro deveria se comprometer a, daqui em diante, baixar a bola da Lava Jato, o que não significa interromper as investigações, e sim mantê-las sigilosas, à prova de vazamentos, a fim de evitar o risco de expor à execração pública pessoas que depois de julgadas se revelam inocentes.

Os procuradores da Lava Jato têm que comunicar, em coletiva, que não vão mais perseguir Lula.

O povo não tem que ir para a rua como está programado para amanhã, colocar mais lenha na fogueira. Na qual eles mesmos e todos os brasileiros poderão se queimar.

Não podemos ficar à espera de que Meirelles faça alguma mágica, pois não é a sua especialidade, nem permitir que a crise perdure indefinidamente, sem prazo para terminar.

Somente durante a trégua será possível as forças políticas esfriarem a cabeça e traçarem caminhos acima de governo e acima dos partidos.

Mas nunca acima dos políticos.

A crise foi criada e tem que ser resolvida pelos políticos.

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