Triunvirato canibal

Brasília - Jair Bolsonaro, Ricardo Salles e Ernesto Araújo
Brasília - Jair Bolsonaro, Ricardo Salles e Ernesto Araújo (Foto: Marcos Corrêa/PR)

 Além da enxurrada de desmandos antidemocráticos que decretam a falência em todos os setores do Estado Maior; também estamos sendo vítimas de casuísmos.

 Bem, se observarmos o contexto político e social vigente identificaremos um regime político amalgamado à cena partidária instituída: o triunvirato.

 Quem seriam estes três representantes de esta forma de poderio? Talvez os que ocupam as pastas ministeriais ligadas ao objeto financeiro, direta ou indiretamente: Economia, Meio-Ambiente e Governo federal. Há claramente um César que externamente apoia tal comitê regido por financistas: Estados Unidos e qualquer outra nação neoliberal.

  O povo abaixo de tudo  apenas admira a austeridade de cada representante, que com a bandeira do antipetismo hasteada joga areia nos olhos de este eleitor/patriota que julga estar desfrutando de uma new Life; bem distante dos tempos de "corrupção" de outrora.

 A voracidade do capital que se prolifera através de sua desenfreada reprodução é a missão sagrada de estes membros triúnviros que criam e recriam o capital em cativeiro. E no cativeiro está o povo – essa gente que no governo de Lula foi empoderada, e agora perdeu a tutela da proteção jurídica, em âmbito trabalhista, e previdenciário.

 E qualquer forma de rejeição ao cientificismo  precipuamente na área ambiental facilita o ilogismo da prática extrativista.

  Pregar aos quatro ventos factoides sobre aquecimento global e outras emergências é escamotear a intensa devastação florestal - o que cria novos horizontes para o continuísmo dos desmatamentos que através de queimadas (metodologia arcaica)  chancela a pecuária em áreas de preservação no norte do Brasil; fazendo  valer o canibalismo capital.

 A prática do neonazismo no Brasil  não  é retórica; literalmente restaurantes estão sendo invadidos, como ocorreu há uma semana em São Paulo,  assim como jovens são castigados com chibatadas dentro de Supermercados; ou mestres de capoeira que são assassinados; ou mesmo livros e gibis confiscados em Evento literário; e travestis  sendo esquartejados sem que sequer tenham lido nada sobre o Tabu do Incesto.

 A vida está insuportável: intelectuais, escritores, professores, poetas, atores vem sendo vilipendiados com o artefato da censura e do rechaço - por parte de plateias arbitrárias e com ojeriza ao beletrismo.

 Portar armas na cintura, como John Wayne portava (em seus westerns) vem se tornando norma de intimidação das famílias de bem: algo grotesco e desmedido que aspira ser a via de regra em uma Terra de Ninguém.

 O ministério do Meio-Ambiente, da Economia e a nova direção presidencial estão consonantes com o canibalismo exercido pelo capital que engole tudo que vê para procriar e procriar - fazendo morrer qualquer tipo de igualdade, mais-valia, educação e garantia individual básica.

 Na verdade, paira no ar que doravante advirá da boa-vontade dos novos coronéis urbanos ordens que irão desde a autorização para realizar um exame de sangue até pagar uma média para um ex-professor dispensando da Rede Pública, em função da perda de sua estabilidade (meta de uma reforma em trânsito).

  Se fará fila popular para tomar a benção aos "Senhorzinhos Maltas" de arma na cintura – num entreato terrificus entre uma cena e outra deste espetáculo dantesco que poderá durar ad-eternum: Uni-vos Esquerdas para que uma ideia continue sempre transformando-se em força material que ganhe as massas organizadas, como apregoou sabiamente o filósofo Karl Marx.

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