Tudo Cunha

O problema dos Cunhas é que eles estão acostumados a dar ordens, ganhar no grito ou na grana, não sabem perder, não admitem perder. Domingo, se derrotados, promoverão o espetáculo mais grotesco já visto em Brasília

Brasília - Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, recebe representantes de sete parlamentos estrangeiros, para a 6ª Reunião da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Brasília - Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, recebe representantes de sete parlamentos estrangeiros, para a 6ª Reunião da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Antonio Cruz/Agência Brasil) (Foto: Lelê Teles)

certa vez Luis Inácio falou, Luís Inácio avisou que eram 300 picaretas.

picaresco, Cunha acha que é mais. nas contas dele são pelo menos 342.

tudo Cunha.

Cunha é, hoje, a alcunha de qualquer moralista imoral, apelido de todo escroque cínico, vulgo dos cafajestes vulgares que posam de vestais dissimulados.

o inimigo do meu inimigo é meu amigo, disfarçam os farsantes.

é nada, cara. tão com Cunha porque são Cunha.

homens de bens querendo se passar por homens de bem.

eles, os verde-amarelo, cagaram para o escândalo do HSBC, cagam pra lista se Furnas, dão de ombro para o Panama Papers, não se importam com a sonegação da Globo, com o avião sem dono no qual voavam Marina e Dudu, com as citações a aécio - grafemos sempre em minúsculas -, ou com as provas contra Cunha.

tudo Cunha.

seu cunhado aí do lado que torce pelo impeachment, um Cunha. diga isso na cara dele: - seu Cunha!

e cuspa no chão.

o muro que Rollemberg mandou uns prisioneiros erigir na Esplanada é para separar o joio do trigo.

de um lado o demo, o povo: múltiplo, diverso, colorido, empoderado.

do outro, Cunhas.

mitômanos, sonegadores, racistas, homofóbicos, apátridas, vira-latas, monoglotas xingadores, analfabetos políticos, sociopatas inveterados, mari(nh)onetes midiotizadas...

ratos.

é fácil identificar um rato, ele tem o rabo fino. e Cunha é o rei dos ratos.

há pouco os verde-amarelo ostentavam faixas nas ruas, somos todos Cunha.

tudo Cunha. ratos imundos.

domingo, a derrota dos Cunhas não desratizará o Congresso, mas deixará uma grande ratoeira armada.

será imoral e desmoralizante se Cunha não for em cana depois dessa farsa inventada por ele, por vingança, por ganância.

agora que estamos todos unidos, não arredaremoa o pé das ruas até que Cunha seja preso.

num vai ter arrego.

o acampamento tá montado.

a luta de classes será televisionada, num domingo de sol, na Esplanada dos Ministérios.

com a rejeição ao impeachment, domingo, Temer sairá ferido de morte.

a história o reserva uma enorme lata de lixo.

esse anão moral, esse vampiro, está com os dias contados.

ninguém planeja lhe enfiar uma estaca de madeira no peito; nem lhe atirar alho e água benta. apenas a luz do sol, só tira-lo das sombras onde ele conspira é o suficiente para abatê-lo.

o problema dos Cunhas é que eles estão acostumados a dar ordens, ganhar no grito ou na grana, não sabem perder, não admitem perder.

domingo, se derrotados, promoverão o espetáculo mais grotesco já visto em Brasília.

haverá choro é ranger de dentes. quem tem ouvidos para ouvir que ouça.

palavra da salvação.

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