Um ano depois, fracassa o golpe

Esse é o quadro, um ano depois do golpe: O Executivo não existe; o Congresso Nacional não legisla; o Judiciário não atua. Mas o Brasil vai reagir. A esperança começa a brotar com a realização da Caravana de Lula pelo Brasil, que o ex-presidente faz pelos estados do Nordeste, e que que tem sido muito exitosa

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lula (Foto: Wilmar Lacerda)

Um ano depois do golpe que depôs a presidente eleita Dilma Rousseff, é possível afirmar, com todas as letras, que o povo brasileiro foi enganado, que o golpe fracassou. O país continua envolvido na maior crise política e econômica de sua história, mergulhado em escândalos de corrupção que atinge todos os níveis do executivo, legislativo e judiciário. E o governo ilegítimo começa a entregar o patrimônio nacional.

Foi um ano sem Dilma. Mas, foi um ano de ataques aos direitos trabalhistas, a previdência social, ao meio ambiente e até a soberania nacional. Um ano sem Dilma, sem democracia, sem emprego. Hoje, completados um ano do fato ocorrido, nenhuma comemoração. Nenhum ato político, nenhum pronunciamento. Nada a comemorar.

Desgovernado e sem perspectiva, o país assiste a um golpe continuado. Uma sequência de crises, num jogo de culpa que tanto mal causa a Nação. O desmonte do Estado, a privatização e a entrega de nossas riquezas ao capital internacional, são as metas que pautam o Congresso Nacional, o mesmo que cassou a Presidenta Dilma Rousseff e salvou o ilegítimo Michel Temer, transformando o Parlamento num grande balcão de negócios.

Nesta semana, tivemos o prazer de ouvir, no Senado Federal, o jurista internacional Geoffrey Robertson, que veio ao Brasil para debater justiça e direitos humanos, e ouvimos dele que "Está claro que o juiz Moro está sendo parcial". Na Comissão de Direitos Humanos do Senado, diante de parlamentares e juristas, ele afirmou que o juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, tem feito um pré-julgamento e que isso desqualifica o magistrado para julgar.

O Brasil segue envolvido na maior crise política e econômica de sua história, mergulhado num "mar de lama e corrupção" que envolve o Poder Executivo, do presidente ilegítimo denunciado, o Congresso Nacional e até o Judiciário, que também esta semana teve denunciado o próprio juiz Sérgio Moro. A verdade é que o jurista está certo: Há uma judicialização da política, ou pior, uma politização do judiciário. Tudo para impedir que Lula volte a governar o país. Que o PT volte ao poder.

Há um ano, naquele fatídico 31 de agosto, o julgamento era uma farsa. Havia sim um "grande acordo nacional" anunciado, gravado, delatado e arquivado. Era sim um golpe para depor a presidente eleita – e reeleita com 54 milhões de votos. Tudo para entregar o Brasil ao capital financeiro internacional.

No Parlamento, no Judiciário, nos porões do Palácio do Jaburu, uma trama conspirava para depor a presidente e criar o clima para fazer, sem nenhum voto o que jamais proporiam numa eleição: tirar direitos do povo, vender nossas riquezas e entregar nossa Amazônia. Um ano depois o Brasil parou. O desemprego, o alto custo de vida e a desesperança tomou conta da sociedade.

Esse é o quadro, um ano depois do golpe: O Executivo não existe; o Congresso Nacional não legisla; o Judiciário não atua. Apenas um juiz, o Juiz Moro, com uma única meta: Condenar e prender o ex-presidente Lula. Impedir que ele dispute as eleições de 2018 e volte a Presidência da República. Toda força se concentrada numa única tarefa: LULA.

Mas o Brasil vai reagir. A esperança começa a brotar com a realização da Caravana de Lula pelo Brasil, que o ex-presidente faz pelos estados do Nordeste, e que que tem sido muito exitosa. Por onde passa a caravana vai arrebanhando multidões de brasileiros nordestinos, nessa caminhada cívica pela volta da democracia. O Brasil tem jeito, e nós - que somos brasileiros - não desistimos nunca.

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