Um Lula pela metade, ainda é um Lula

Um Lula pela metade, ainda assim será um Lula integral, capaz de comunicar com lideranças políticas e de movimentos sociais; de subir em palanques, libertando a voz e segurando mãos suprapartidárias

(Foto: Rafael Ribeiro)
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No programa do Pedro Bial, o Ministro do STF, Gilmar Mendes, disse que, “Moro chegou no governo como primeiro-ministro e depois virou personagem que Bolsonaro leva para ver jogo do Flamengo”. A vida imita o folclore. Uma lenda muito popular no Maranhão é o Capelobo, um ser que pode estar totalmente em forma de animal, ou em forma metade homem e outra metade animal.

Existem Capelobos disfarçados de parlamentar, ministro, juiz, procurador, artista e jornalista. São homens e mulheres que não possuem personalidade pública autêntica, são marionetes, bonecos de ventríloquo na prateleira prontos para serem manipulados. Ciro, Dallagnol e Bolsonaro são Capelobos: Ora monstro, ora homem e monstro.

Ainda sobre lendas, a tendência do STF é conceder liberdade para Lula, mas cassar seus direitos políticos. A Presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, prevê Lula Livre pela metade. Lula sendo candidato, ou não, nunca será um Capelobo, porque Lula carrega a intensidade e a luz dos heróis simples e populares.

Um Lula pela metade, ainda assim será um Lula integral, capaz de comunicar com lideranças políticas e de movimentos sociais; de subir em palanques, libertando a voz e segurando mãos suprapartidárias. Um Lula pela metade, ainda é um Lula que pode iniciar uma caravana país afora, falando diretamente no coração do povo.

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