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Henrique Matthiesen

Bacharel em Direito

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Um País de prevaricadores

Um dos heróis desta casta de bufarinheiros é o juiz Sérgio Moro, cuja biografia pretérita o coloca como um agente deformador do sistema jurídico, como um vil e predestinado perseguidor ideológico dos seus algozes

Um País de prevaricadores (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
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Mergulhado no mais absoluto caos institucional devido ao golpe parlamentar, judiciário e midiático aplicado pelas classes dominantes - refém dos mais deploráveis interesses não pátrios - e patologicamente diagnosticada com o intenso complexo do colonizado, verificamos as maiores atrocidades contra o Estado Democrático de Direito; afinal, o conluio de sustentação desta quadrilha que tomou de assalto os poderes da República necessita de apoio para continuar dilapidando o patrimônio do povo brasileiro como, por exemplo, a sua jornada para retirada de direitos dos trabalhadores.

Neste intento, mandam às favas a Constituição e os códigos jurídicos que formam e orientam nossa sociedade, assim como qualquer resíduo de ética, hombridade e decência.

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Um dos heróis desta casta de bufarinheiros é o juiz Sérgio Moro, cuja biografia pretérita o coloca como um agente deformador do sistema jurídico, como um vil e predestinado perseguidor ideológico dos seus algozes.

Pior é verificar a Suprema Corte do Brasil, como todo o sistema das classes dominantes, ficar de cócoras frente aos desmandos deste juiz e “observar” sua cruzada autoritária contra o Estado Democrático de Direito.

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Em qualquer país civilizado do mundo, este cidadão estaria na cadeia por várias razões.

O último episódio dantesco, protagonizado pelo chefe da república de Curitiba, foi o crime de prevaricação; segundo o Código Penal, em seu artigo 319, diz:

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“retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa da lei para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.

 Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.”

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Mas como se trata de crime do “herói” Moro tudo é possível, tudo é aceito, tudo é permitido.

Prevaricam as instâncias superiores do Poder Judiciário, incluindo a Suprema Corte, que tem prestado um papel vexatório e deplorável de antirrepublicanismo.

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Prevarica a Polícia Federal que age, inconstitucionalmente, na busca de holofotes.

Prevarica o Ministro da Justiça que serve a um governo à margem da lei.

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Prevarica o Congresso Nacional, omisso e sem condições morais e éticas, para se contrapor ao desmonte institucional.

Enfim, prevarica a República.

O grau de envenenamento social, provocado pela perda de autoridade e de gestão institucional, nos remete ao poeta Bertolt Brecht que ponderou:

“Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.”

Assim nasce o fascismo que assombra o Brasil e que graves consequências trarão à nossa sociedade; porquanto, esta ideologia do ódio não é boa para nenhum povo dito civilizado.

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