Um piromaníaco no poder

Não temos mais tempo a perder. É preciso começar a pensar agora como tirar este inepto da presidência o quanto antes. O tempo urge e nada é mais importante do que salvar o país deste desastre. Tarde já é e a recuperação será difícil. Não existe outro caminho

Onde há fumaça, há fogo. Escutei isso muitas vezes na minha infância e desta vez foi muita fumaça, muita mesmo.

Todos os anos nesta época agricultores fazem queimadas. Estados do Norte e Centro Oeste são os mais atingidos. Os governos passados atuaram muito contra este fenômeno. O INPE fazia varreduras diárias e satélites apontavam os locais para os fiscais no solo autuarem os infratores. Sempre foi uma guerra diária no final do inverno.

Desta vez as coisas foram diferentes. O INPE foi literalmente castrado e seu trabalho, reconhecido mundialmente, menosprezado pelo novo poder do Brasil. Seu presidente afastado e seus dados que mostravam um aumento das queimadas acima do normal, totalmente desprezado.

A mensagem foi captada pelos criminosos e o fogo aumentou como não se tinha notícia há uma década pelo menos. A Floresta Amazônica chorou, o mundo se escandalizou com a total apatia dos órgãos governamentais. Nada foi feito para combater o fogo ou diminuir o ímpeto criminoso de conhecidos infratores. Os incendiários entraram em êxtase. 

Com um presidente sem noção da gravidade do momento e das consequências que este crime contra o país e a humanidade pudessem trazer, passou a atacar as ONGS que protegiam a floresta. Só faltou acusar o Saci Pererê. O fogo é uma invenção da mídia.

Noruega e Alemanha já haviam cortado os fundos amazônicos quando perceberam as reais intenções de Bolsonaro, que com um desdém típico de sua ignorância sugeriu que estas nações fizessem uso deste dinheiro para reflorestarem seus próprios países. Não parou aí, ele e sua prole atacaram violentamente o presidente da França.

Existe hoje uma preocupação sobre o aquecimento global e as questões ambientais. Estas questões já são percebidas até pelo cidadão comum. Ações em prol do planeta já são um imperativo e aqueles que não contribuem, ou que de alguma forma prejudicam o meio ambiente, são imediatamente identificados e boicotados. O nome do Brasil foi jogado na lama e pedidos de boicote a produtos brasileiros já surgem em diversos países.

O Brasil está se encaminhando para se tornar um pária ambiental. O país do futebol e do carnaval vai ficando conhecido como o assassino da floresta que corresponde por 20% do oxigênio que o mundo respira. As coisas não vão ficar em boicotes a produtos nacionais, sanções governamentais podem vir a ser tomadas pelas maiores potências mundiais, e serão pesadas. 

Bolsonaro se supera a cada dia e já disse que quem manda é ele. O cara é o dono da bola e age de maneira infantiloide. Praticamente todas as suas decisões são coisas de criança mimada. Quero correr nas estradas, então tirem estes radares e me deixem em paz. Quero estacionar onde quiser e passar em sinais vermelhos, então dobrem o número de pontos da carteira de motorista. Meus filhos são o máximo, então parem de investigar suas façanhas e meu rebento vai ser embaixador nos EUA. Os ambientalistas são uns “ecochatos”, então que se libere as queimadas.

Eu realmente não sei se é caso de impeachment, de interdição, ou os dois. O mal que ele está causando ao país é imensurável, isso que este piromaníaco ainda não completou ainda um ano no poder. Se o que vimos até agora é só o “esquenta” para o rol de maldades que ainda estão por vir, pobre do Brasil.

Não temos mais tempo a perder. É preciso começar a pensar agora como tirar este inepto da presidência o quanto antes. O tempo urge e nada é mais importante do que salvar o país deste desastre. Tarde já é e a recuperação será difícil. Não existe outro caminho.

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