Um Presidente ausente dos desastres em Minas e no Rio

Bolsonaro e os esbirros do seu Governo desconhecem desastres climáticos. Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão debaixo de água, sobretudo as áreas pobres, e o Presidente da República não faz sequer o gesto de visitar as áreas afetadas. Os pobres, nessa tragédia, estão absolutamente sós

(Foto: Carolina Antunes - PR)
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Bolsonaro e os esbirros do seu Governo desconhecem desastres climáticos. Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão debaixo de água, sobretudo as áreas pobres, e o Presidente da República não faz sequer o gesto de visitar as áreas afetadas. Os pobres, nessa tragédia, estão absolutamente sós. O homem que controla o caixa do Governo, com ajuda de Paulo Guedes, está determinado a fazer bonito para o Fundo Monetário Internacional, acumulando dinheiro sem serventia e deixando as vítimas dos desastres sem qualquer amparo oficial.

E o que dizer de outros membros do Governo? Mourão, já convencido pelos militares que governam de pijama que pode herdar o Planalto, só tem tempo para conspirar junto com Guedes e os outros presidenciáveis da linha sucessória, Rodrigo Maia e David Alcolumbre. Por isso, também eles não tem tempo para visitar desabrigados. A República, entregue a oportunistas, vai como nau sem rumo entre o incêndio na Amazônia, o óleo no litoral, e as enchentes que matam e deixam feridos no Sudeste. 

Se o Brasil soubesse que, numa recessão gigantesca como a que estamos, o dinheiro gasto sem limite para amparar vítimas de desastres climáticos não causa nenhum problema para o país, mas na verdade ajuda na retomada do crescimento, trataria de preparar as guilhotinas para um acerto geral de contas com os neoliberais do Governo. Infelizmente, essa informação é escondida pela Globo e o resto da mídia. Contudo, gastar o que não se tem na recessão é M forma mais eficaz de se criar consumo e estimular a demanda da sociedade, sem inflação.

Por que o Governo de Paulo Guedes não faz isso? Supondo que ele é um economista sábio e tem conhecimento da situação, não faz isso porque tem má fé, ou seja, ele está totalmente subordinado aos bancos e ao sistema financeiro, a quem por muito tempo prestou serviço regular de amplo conhecimento (Pactual). Entretanto, há sempre a hipótese de que ele não sabe economia. Nesse caso, o Brasil ainda está mais desgraçado, pois, como é o caso de todo imbecil, não haverá hipótese de ele mudar de rumo e nos tirar do fundo do poço.

Para sair dessa armadilha só tem um jeito: grandes mobilizações populares que derrubem Jair Bolsonaro. A mais importante está marcada para o dia 8, no Rio. É a Marcha das Mulheres, que na condição de mulheres tem um forte potencial de, por razões naturais, arrastar torrentes inteiras de homens atrás de si, e muitos deles puxando a fila. Esse é o começo de uma revolução sem armas. Os militares da ativa, se quiserem, podem ajudar. Afinal, também eles tem mulheres inteligentes e capazes de entender o buraco em que estamos. 

Maria da Penha

Não será surpresa se o destino político de Bolsonaro for decidido pela lei Maria da Penha.

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