Um "sparring" de verde e amarelo

Desde 2016 foi nisso que o Brasil foi tornado por suas “autoridades civis e militares” - um “sparring" servil para um peso pesado em franca decadência

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O governo dos Estados Unidos da América ameaçou o Brasil de retaliação se a gente quiser mudar de celular, isto é, se a gente deixar a Huawei se tornar outra das opções de celular que temos.

O PIB dos EUA recuou cerca de 32,9% no segundo trimestre de 2020.

Claro que se pode perguntar como uma nação, cujo PIB perdeu US$ 2,15 trilhões num trimestre,  se preocupa se a gente troca ou não de celular?

Na verdade, é por causa da possibilidade de a Huawei disputar o leilão de fornecimento da tecnologia 5G, uma vez que a Huawei é acusada de espiã do governo chinês e de roubo de propriedade intelectual.

Isso é complicado porque a Huawei já está no Brasil há mais de 20 anos e é parceira de muitas empresas que atuam no nosso país.

Bem, a questão não é a pretensa preocupação do governo dos EUA com a qualidade do serviço oferecido ao Brasil, pelo menos, essa é a desculpa; a questão é a forma como o governo dos EUA chamou a atenção do governo brasileiro, pois, isso é o tipo de coisa tratada nos bastidores da diplomacia.

De fato, parece um pugilista peso pesado, acostumado a ganhar tudo, que diante de uma derrota inesperada, tem de escolher um “sparring" para dar a impressão de que ainda é o campeão. 

Só que não pode ser um “sparring" fracote, tem de ser um que aparente ser grande e competitivo, mas, que esteja mais acabado do que ex-campeão, e, absolutamente, servil dada a desgraça em que passou a se encontrar.

Tinha de ser um país “sparring" que permitiu que suas informações sigilosas passassem a ser de domínio do país peso pesado; cujo presidente tivesse prestado continência à bandeira do peso pesado; e que tivesse esperado o presidente dessa nação peso pesado para poder declarar-lhe: “i love you”; e que tivesse submetido toda a sua economia à geopolítica do peso pesado.

Desde 2016 foi nisso que o Brasil foi tornado por suas “autoridades civis e militares” - um “sparring" servil para um peso pesado em franca decadência, mas, que precisa, desesperadamente, manter a aparência, os Estados Unidos da América.

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